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Posts Etiquetados ‘elis regina’

Na Billboard Brasil. Dia 10 nas bancas.

4 de abril de 2012 1 comentário

Maria Rita, filha de Elis Regina, falou em entrevista à revista “Billboard” sobre as lembranças que tem da mãe. Segundo ela, a única recordação que tem é do velório da cantora.

“A única lembrança que tenho dela, que sei que é minha memória, e não uma imagem impressa em revista, jornal ou televisão, é a do velório. Me lembro de vê-la deitada, ‘dormindo’, linda. E eu muito confusa com aquele monte de gente me pegando no colo. Eu sabia que ela era alguém desde sempre”, afirmou.

Durante a montagem do show em que canta músicas do repertório da mãe, Maria Rita teve uma crise emocional. “Num dia [de ensaio para os shows], uma dor de estômago tomou conta, eu tremia, suava frio. Cheguei a cogitar uma intoxicação alimentar. Suspendi o ensaio, e, quando cheguei em casa, tive uma crise de choro, no colo do meu marido. Choro de alívio e de toda a emoção que eu vinha substituindo pelo foco direcionado para a montagem do espetáculo”, contou.

Miéle diz que gostaria de produzir um show de Maria Rita

9 de fevereiro de 2012 Deixe um comentário

Miéle revela grande desejo de produzir um show de Maria Rita, e comenta o cenário musical brasileiro e a efemeridade do sucesso dos artistas em alta nos dias de hoje.

Elis Vive: Fãs se mobilizam na Internet em homenagens

20 de janeiro de 2012 10 comentários

Imagem: Alberto Dutra

Ontem, 19 de janeiro de 2012, os fãs da cantora Elis Regina se juntaram para uma série de homenagens: Fotos com o material da artista, poemas, textos, frases, trechos, avatar especial nas redes sociais, capas, vídeos, áudios e muito mais – até o site do Corinthians fez homenagem. O nome da cantora também ficou no topo dos assuntos mais comentados do twitter (TTs/Trends), e na televisão, este também foi o assunto principal: Elis. Nos jornais, nos sites, matérias especiais, e muito mais.

A foto abaixo é do “Grupo Cultural Eternamente Elis Regina”, no facebook – os fãs criaram até um evento na rede social, chamado “Elis Vive“. No twitter, Maria Rita comentou emocionada: “Pois é… Os 30 anos chegaram. Já são 30? Mas celebremos. Sempre. Com sorriso no rosto e Luz no coração. Ela merece. Obrigada por tantas mensagens carinhosas, cuidadosas. Que venham todas as homenagens. Obrigada mesmo.”

O site do Estadão fez uma página especial, com depoimentos de diversos artistas, cronologia, vídeos, etc. Um depoimento imperdível da Elis começou a circular na Internet, e foi ouvido mais de 500 vezes. Artistas como Aretha Marcos também comentaram sobre Elis nas redes sociais: “Esse é o meu clube hoje e sempre. Fico torta toda vez que entro em contato com ela na fala, no canto… na alma. ELIS VIVE!”. Zélia Duncan também se pronunciou via twitter: “Ah, Elis, cantora sensacional…quanta vida no seu canto!”, e postou durante todo o dia trechos de canções de Elis.

A Trama, disponibilizou o disco “Falso Brilhante” em seu site. Ouça aqui.

PS: Obrigado pela gentileza das fotos, não coube todo mundo, mas quem quiser ver todas as homenagens, é só clicar aqui.

Elis: ‘Quero que Maria Rita ria muito, quero muita coisa legal para ela’

20 de janeiro de 2012 1 comentário

Confira no Arquivo N uma homenagem aos 30 anos de morte da cantora.

(Fonte: Globo News)

ASSISTA VÍDEOS EXCLUSIVOS DA ELIS >

Elis Regina foi um dos grandes nomes da MPB e consagrou muitos sucessos antes de morrer, há 30 nos, aos 36 anos idade. Em um programa gravado em 2002, o Arquivo N homenageou a cantora com uma compilação de imagens de apresentações e uma conversa com os filhos João Marcelo e Maria Rita, que ainda não seguia os passos da mãe, mas que já sentia o peso de ser filha de Elis: “Mas se dizem que sou parecida com ela, que bom para mim!”.

Elis se dizia coruja: “Às vezes acho que sou um animal em extinção, fora de moda, porque falo muito dos meus filhos”. E se emociona ao dizer: “Quero que Maria Rita ria muito, quero muita coisa legal para ela”.

Outra emoção da vida de Elis era a música: “Cantar é um ato absolutamente solitário, e eu adoro!”, dizia. Veja no programa verdadeiras pérolas dos anos 1970, imagens em preto e branco que já fazem parte da história.

Elis Regina, por Maria Rita.

19 de janeiro de 2012 3 comentários

“Me emocionei ao ler os depoimentos de fãs. Impressionante como ela ainda vive em todos nós. Que assim seja, sempre! Ela merece – e, nós, MAIS DO QUE NUNCA, precisamos (dela).” via @MRoficial, 2012.

“Tem gente que chega com uma maldade danada pra falar desse assunto. Alto lá e mais respeito. O que eu já tive que ouvir por causa disso! (as pessoas perguntam) ‘Quem ela pensa que ela é?’ Quem pensa que sou o quê? Não, eu não penso que sou, eu sou. Se estiver duvidando, pegue aí o meu RG!” A Dona do Jogo, Rolling Stone, 2011.

“Tudo que eu puder fazer para manter este nome, esta mulher incrível na memória das pessoas, eu vou fazer!”, Mais Você (TV Globo), 2011.

“A Elis é de todo mundo, mas a mãe é minha!” Coletiva Viva Elis (Nivea), 2011.

“Nunca incomodou, não tenho problema em ser filha da Elis Regina. O que me incomodava é a pressão que colocavam para eu continuar a fazer um trabalho dela. Sou no máximo a herdeira, está no RG. Só isso. Mas me colocarem como substituta. Aí dizem ‘Ah, ela não gosta de ser comparada à mãe’. E depois que eu tive filho, vejo o meu filho, vejo o que ele tem de mim, o que tem do pai dele, vejo o que ele tem dele mesmo. E principalmente eu compreendo a saudade que as pessoas têm da Elis. Eu compreendo de verdade. Eu sinto esta saudade também, de outra forma, mas eu sinto e compreendo o que era a Elis Regina, a cantora, a ativista política, uma mulher incrível.” Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, Estadão, 2011.

“Todo mundo cantando e eu ali, cantando junto! Era aquela confusão, uma alegria danada. Aí o papai pegou o violão… Fazia anos que eu não o via tocar violão, a última vez eu tinha uns 5, 6 anos. Aí ele falou: “Canta essa”. E começamos. Eu estava lá, cantando muito, de olhos fechados. Quando abri os olhos…   Era um funga pra cá, assoa o nariz pra lá, toma água com açúcar…  As pessoas ficavam chorando, chorando… Que coisa! Aos 17 anos eu não entendia Saí da sala gritando: “Ela morreu, não volta mais”. E bati a porta do quarto! Para mim era isso: as pessoas choravam porque se lembravam da minha mãe, que saco!” Conversa de Botequim, Living Alone, 2011.

“A agressividade das pessoas ao falar disso me chateia. Antes eu ouvia calada, mas hoje, com 10 anos de carreira, respondo à altura. Como assim vai me chamar de “imitadora oficial da Elis Regina”? Não imito ninguém, mas, se fosse o caso, só eu poderia imitá-la.” O Globo, 2011.

“Como é que eu vou encarar como peso ser filha de uma mulher que esteve lá na frente do tempo dela, que era uma ótima mãe, uma ótima cozinheira, uma excelente profissional, que era extremamente inteligente, envolvida politicamente, curiosa com a vida, não tem porque ser um peso. Esse termo é só para a imprensa ou para esse povo mal-humorado! Se ela tinha seus defeitos? Graças a Deus, né? Senão a gente ia achar estranho… Quem é muito legal demais a gente desconfia (gargalhadas!). É muito mais herança e orgulho do que peso.” Revista Uma, 2008.

“Tem um ser humano que escreve uma matéria e não assina a p**** da matéria. E isso e uma falta de respeito com o leitor! A imprensa são pessoas. Então, tem alguém responsável pelas merdas que saem na imprensa, sim! A palavra tem um poder muito forte, especialmente a imprensa. ‘Eu li’ é quase como se tivesse visto. Com esse poder, uma coisa é você falar que caiu uma árvore ali na (avenida) 9 de julho e provocou um transito terrível. Outra é falar da vida de alguém. Brincar com a índole e o caráter de uma pessoa. Levantar minha mãe pra me derrubar? (enjoada) Que feio! Família é coisa muito sagrada. É muito feio quando se metem nisso”. As Aparências Enganam, Revista Bizz, 2005.

“Tinha 4 anos, mas lembro dela com carinho. Muita coisa, a família conta. Ela cozinhava e lavava a louça em casa, não era um mito intocável. Sua diversão favorita era receber os amigos e cozinhar. Era uma excelente cozinheir… Lembro de uma história engraçada, em que um amigo foi elogiar o peixe que ela preparou, dizendo que era o melhor que tinha comido na vida. Ela respondeu: “É porque você ainda não me viu cantando!” Playboy, 2003.

“Uma vez, um moleque americano chegou dizendo que fazia 19 anos que minha mãe tinha falecido e 19 anos que ele tinha nascido. Aí, quando eu confirmei que era filha dela mesmo, ele ajoelhou e chorou, dizendo: ‘Sua mãe mudou minha vida, eu tô estudando música por causa dela’. Parece que ele teve uma babá brasileira, ou algo assim…” Revista MTV, 2002.

“ Ouço por saudade, porque eu preciso. Mas tem dias que eu prefiro não ouvir. Perdi a minha mãe para sempre. É para sempre a perda. É para sempre a dor. É para sempre a saudade. É para sempre o buraco, a falta. Ainda que eu tenha tido uma figura materna em casa, chegou um momento em que aquilo não me satisfazia mais. E vi que essa insatisfação ía durar a minha vida toda. É um buraco que não tem como ser preenchido.” Manter o legado é uma obrigação, Revista Época, 2002.

“Estou preparada. Houve os cinco anos sem Elis, os dez, os 15, os 20 e assim será. Minha mãe não morreu, ela continua!” Um Elo Que Não Se Rompe, Revista Época, 2002.

G1: Maria Rita anuncia turnê com músicas de Elis

8 de novembro de 2011 Deixe um comentário

Fonte: G1

“Eu estou morrendo de medo. Porque a Elis é de todo mundo, mas a mãe é minha.” Assim Maria Rita sintetiza seu atual estado emocional. Ela diz isso porque, em 2012, fará uma série de cinco shows cantando músicas gravadas por sua mãe, Elis Regina. O projeto “Viva Elis” foi anunciado em entrevista coletiva nesta terça-feira (8).

A cantora Maria Rita e o produtor João Marcelo Boscôlli, filhos de Elis Regina, anunciamo o projeto 'Viva Elis', que homenageia a cantora (Foto: G1)A cantora Maria Rita e o produtor João Marcelo Boscôlli, filhos de Elis Regina, anunciam o projeto ‘Viva Elis’, que homenageia a cantora (Foto: G1)

A turnê, que começa em março, marca os 30 anos da morte da cantora, e as apresentações, todas gratuitas, acontecerão em locais públicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. Esta será a primeira vez que Maria Rita se dedicará a um repertório composto, exclusivamente, por canções de Elis.

A declaração de Maria Rita, em tom confessional, foi dada em entrevista no Terraço Daslu, em São Paulo, na qual foram anunciados detalhes do projeto “Viva Elis”. Além da turnê, haverá uma exposição itinerante, na qual será exibido um documentário, e será lançado um livro em homenagem a Elis.

De acordo com o músico e produtor João Marcelo Bôscoli, irmão de Maria Rita e responsável direto pela programação de homenagem à mãe, a maior parte as atividades previstas acontecerá sem incentivo fiscal, apenas com o patrocínio de uma marca de cosméticos. Ainda segundo ele, Maria Rita ainda não escolheu quais músicas irá cantar.

MARIA RITA CANTARÁ FAIXAS ETERNIZADAS PELA MÃE, ELIS REGINA

Fonte: Rolling Stones

Atualizada em 8 de novembro, às 15h07

Pela primeira vez em sua carreira Maria Rita cantará músicas de sua mãe, a lendária cantora Elis Regina (foto). As informações foram divulgadas em uma entrevista coletiva de imprensa realizada nesta terça, 8.

O ano de 2012 marca as três décadas da morte de Elis, e Maria Rita realizará uma série de shows – todos gratuitos – cujo repertório, ainda não revelado, contará com clássicas canções interpretadas pela diva da música nacional nos anos 60 e 70. As apresentações passarão por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre, com patrocínio de uma marca de cosméticos – o primeiro show acontecerá em março de 2012, mês do aniversário de Elis (ela nasceu em 17 de março de 1945). Os locais ainda não foram divulgados uma vez que o projeto ainda se encontra em processo de negociação, mas a ideia é que aconteçam em parques ou locais abertos para que mais pessoas possam comparecer.

As homenagens não param por aí. Será lançado um site, o elisregina.com, no qual haverá conteúdos exclusivos, entre eles depoimentos em vídeo de amigos da cantora (como Nelson Motta, Jô Soares, Marília Pêra e Fagner). Um livro sobre a trajetória de Elis está sendo preparado e terá distribuição gratuita e uma exposição itinerante será realizada nas cidades onde acontecerão os shows de Maria Rita. Farão parte da exposição fotos raras, entrevistas de televisão e rádio, figurinos marcantes, imagens de performances a vivo, entre outras coisas.

“Trata-se de uma homenagem, não de um projeto especial”, explicou Maria Rita, que não tem intenção de fazer com que os shows rendam a gravação de um CD ou DVD. “A gente está pensando em fazer algo assim há muito tempo”, contou João Marcello Bôscoli, também filho de Elis. “Maria Rita cantar Elis não é um tabu. Ela preferiu construir a carreira dela independente da mãe, mas nunca descartou fazer algo assim no momento certo”, disse ainda. Maria Rita complementou que “sempre teve essa homenagem dentro de si” e que nunca se incomodou com comparações em relação à mãe, que acha natural. “Apenas rejeitava títulos de quer estaria tentando substituí-la.”

Terra: Maria Rita se apresentou no Sonora Live

29 de outubro de 2011 Deixe um comentário

Maria Rita foi a convidada do Sonora Live desta sexta-feira (28). Ela cantou seus maiores sucessos e bateu um papo descontraído com Lorena Calábria e fãs, que assistiram a sua apresentação no estúdio e internautas que enviaram suas perguntas pelo site ou Twitter.

Assista:

Entrevistas / Pergunta da fã Camila

Tá Perdoado / Maria do Socorro

Cara Valente

Coração a Batucar

Pra Matar Meu Coração

Encontros e Despedidas

Coração em Desalinho

Santana

Foto: Edson Lopes Jr./Terra

Dentre o repertório, Maria Rita apresentou músicas do álbum Samba Meu (2007), algumas mais antigas, como Cara Valente, de Marcelo Camelo e Encontro e Despedidas, de Milton Nascimento e a nova música de trabalho Coração Abatucá, composição de Davi Moraes e Para Matar meu Coração, ambas do novo CD Elo.

A cantora ficou em turnê com Samba Meu por dois anos e meio. Ao sentir que tinha que parar, Maria Rita afirmou que chorou muito. “Senti uma angustia enorme, não queria encerrar, mas teve a necessidade, até por exigência dos contratantes, que estavam em busca de algo novo. Mas foi bem difícil”, diz. “Rodamos o Brasil todo com a turnê, fizemos shows internacionais, inclusive no Japão. E graças ao Samba Meu, acabei indo a lugares que não conhecia”.

Quando aceitou a ideia de encerrar a turnê, Maria Rita decidiu tirar no mínimo seis meses de férias, mas não durou todo esse tempo: “não aguentei e resolvi fazer outros shows, menores, com outros tipos de músicas. Mas não fiquei parada”.

Maria Rita afirmou que foi a primeira intérprete de uma música de Marcelo Camelo. Cara Valente só não entrou no álbum do cantor por que já tinha Cara Estranho. “Então para não ficar repetido ‘o cara’, ganhei a música”, diz, relembrando também, orgulhosa, que foi a escolhida por Milton Nascimento para interpretar a canção Encontros e Despedidas.

Influências e carreira

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Fotos: Portal Maria Rita / M Vitória DiBonesso (Ver galeria completa)

A filha de Elis Regina disse que suas influências musicais vêm desde a década de 1970, principalmente da música negra americana. Maria Rita citou Jackson Five, Michael Jackson e Stevie Wonder como três de seus inspiradores.

Lorena Calábria lembrou que durante esses dez anos de carreira da cantora, ela demonstra que perdeu a timidez e mudou o visual: “você abandonou a rasteirinha e agora sobiu no salto”, brincou.

Questionada pela apresentadora se tem vontade de compor, Maria Rita afirmou que não se sente preparada: “ainda não tenho essa vontade. É um desafio. Uma amiga me disse que tinha uma melodia pronta e me ofereceu colocar a letra, falei para ela desistir porque não estou pronta para compor. Mas é uma cobrança muito grande”.

Um internauta perguntou quais mudanças a cantora sentiu interiormente desde o início da carreira até hoje. Maria Rita respondeu que está mais madura: “aprendi a lidar com minha insegurança e me solto mais no palco. Antes só pensava em ter mais responsabilidade, me apresentar corretamente. Mas hoje me solto, me divirto. Passei a ver a emoção das pessoas em relação a minha música”, concluiu.

A cantora se prepara para realizar um show em homenagem a sua mãe, mas que o tributo só deve acontecer em 2013: “tenho que me preparar para isso acontecer, mas não como cantora, e sim como filha. É um assunto que mexe com as minhas emoções”.

Maria Rita encerrou sua participação no Sonora Live com a música Coração em Desalinho, tema da abertura da novela Insensato Coração.

Estadão: Produtor de Elis Regina entrevista Maria Rita

Fonte: Estadão

Miele não sabia o que seria pior. Se a filha de Elis Regina não fosse um fenômeno, ele não suportaria a decepção. Se fosse um arraso, o colapso também era certo. Então, preferiu não ver Maria Rita no palco quando todos falavam do surgimento da ‘herdeira de Elis’.

Tempos depois, o produtor que, ao lado de Ronaldo Bôscoli, criou grandes espetáculos para Elis, se rendeu e foi ao Canecão ver que ser era aquele que levava no sangue partículas de um DNA tão poderoso. Dez anos depois, Luiz Carlos Miele se encontra com Maria Rita para uma entrevista especial a pedido do C2+Música. Na pauta: um disco novo chamado Elo, a influência da música negra, a família e… Elis Regina.

Há músicas sofisticadas no seu novo disco que parecem não ser para tocarem no rádio e virar sucesso. Sempre teve esse critério de fazer o que gosta e ponto?
MR: Eu impus isso desde o início e tive o Tom Capone (morto em 2004) como produtor, que comprava minhas brigas. Um presidente de companhia lhe disse certa vez que faltava um hit radiofônico em meu trabalho. E ele falou: “Quem está lá dentro do estúdio com o microfone é ela. Eu vou dar um choque para ela cantar isso?”. É aquela coisa do saber o que quer e principalmente saber o que não quer.

Seu primeiro passo foi aquele bar da Oscar Freire, em São Paulo, o Supremo Musical, não?
MR: Foi sim.

Sabia que não fui te ver? Disse: ‘Não vou porque se ela não for maravilhosa eu vou ficar muito chateado. E se ela for maravilhosa, vou passar mal pra car…. Vou ter um nó na garganta que não vou conseguir’. Na primeira vez que você fez o Canecão, Mário Prioli (dono da casa) me ligou e disse: ‘Italiano, vem pra cá que não vou ficar chorando sozinho’. E aí eu fui e nós dois choramos (risos). Mas vamos lá, quanto tempo você ficou fora do Brasil?
MR: Saí com 16 anos e voltei quase que com 24. Morei em Nova York e Nova Jersey.

E ouvia muito jazz por lá?
MR: Muito. Jazz, hip hop, música negra mesmo.

Isso é engraçado. Uma vez seu irmão, o João Marcello, estava em casa e eu botei para ele um vídeo com Michael Jackson e Diana Ross
MR: Ih, aquilo é bom…

Eu não sabia muito de Michael Jackson e ele ficou indignado com isso. Ele tinha 12 ou 13 anos, e dizia: “Como é que você não sabe? Michael Jackson é o máximo. Aliás, os negros são o máximo! A melhor música do mundo é negra”. Aí eu disse: “Mas sua mãe é branca, rapaz”. E ele: “Minha mãe é minha mãe, não enche”. Você também tem essa visão de brancos e negros na música?
MR: Eu fui criada com o meu pai (Cesar Camargo Mariano) falando ‘na próxima encarnação eu quero vir negro’. Falamos brincando que a gente é tudo negão lá em casa (risos).

Art Blakey disse para mim, certa vez, sobre a Elis: “Essa menina é uma das dez melhores cantoras brancas do mundo”. E eu: “Como é que vocês fazem essa divisão de cantora negra e cantora branca?”. E ele: “É porque ela existe. Se você ouvir Peggy Lee ou Barbra Streinsand, vai saber que é branca quando está cantando. Se colocar Diana Washington, vai ver que há diferença”. Você tem ídolos negros?
MR: Miles, Ella, Nat King Cole. Mas ouvia de fascinar, de ficar estudando cada palavra, a colocação, a respiração.

Você não tem músicas com o Cesar Camargo, seu pai, não gravou na Trama, que é do seu irmão João Marcello, e não gravou com o Pedro Mariano, seu outro irmão que é cantor…
MR: E você acabou de escrever A Ovelha Negra da Família (risos).

Não fica faltando o encontro?
MR: Não sei Miele. É complicado, tem os momentos da carreira de cada um, não são dois, são três. É uma matemática complicada.

Se você fosse gravar um Duets, quem chamaria?
MR: Putz, que medo dessa resposta… Ah, chamaria Lenine, Camelo, tio Milton (Nascimento)…

Você estudou música?
MR: Nada.

E quando soube que era afinada?
MR: Não lembro. Há algum momento na infância, na escola, de uma amiga falar “não entendo como é que você consegue cantar tão afinada”. E eu: “Não entendo como é que você consegue cantar não afinada” (risos).

Pensou em ir ao Rock in Rio?
MR: Não, primeiro porque estava exausta. Mas tenho curiosidades sim, tenho curiosidade geral, gosto de pop, compro disco da Britney Spears, vejo esses negócios de shows da Katy Perry, até para ver do que eu não gosto, para ter inspiração ou não inspiração, ouço de tudo.

Sertanejo, você ouve?
MR: (Pausa)

Tchan! Pausa!
MR: Pausa dramática! (risos).

Eles fazem grandes shows hoje em dia. São shows com tanta produção que se tirar o cantor fica bom do mesmo jeito.
MR: Não faz diferença (risos).

Às vezes melhora (risos)
MR: Bom, mas gosto de música caipira, um sertanejo mais antigo, tem coisas de que gosto muito.

http://www.estadao.com.br/fotos/maria_rita_leonardo_soares_ae_292.jpgQual vai ser a carreira do disco novo, Elo?
MR: Esse é um projeto atípico, né? Na verdade, não há um show de estreia, já estou com esse show há um ano e meio (já que o disco é resultado da temporada de shows em São Paulo). Começo semana que vem com shows em Jundiaí, depois Rio e São Paulo só para novembro.

Você fala de sua timidez, mas algo que não parece no palco é que você seja tímida.
MR: Ali eu sou muito segura do que estou fazendo. Ali quem manda sou eu. Na verdade aprendi a lidar com a timidez por estar recebendo pessoas o tempo todo, então consigo dar uma camuflada. Mas tive alguns encontros de passar vergonha. Um com o Chico Buarque foi vergonhoso.
Por quê?
MR: Comecei a gaguejar, eu não conseguia falar.
Quando foi a primeira vez que você se ouviu no rádio?
MR: Eu estava em casa, meu primeiro disco havia saído. O telefone tocou, eu atendi e era uma chamada errada. Eu disse ‘não tem ninguém com esse nome’, mas ao fundo a pessoa estava me ouvindo no rádio. Era a música Festa. Aí o telefone tocou de novo, eu atendi e a música continuava ao fundo.
Eu não vou perguntar de uma tal de Elis Regina (risos). Isso a incomoda ainda?
MR: Tá vendo? Nunca incomodou, não tenho problema em ser filha da Elis Regina. O que me incomodava é a pressão que colocavam para eu continuar a fazer um trabalho dela. Sou no máximo a herdeira, está no RG. Só isso. Mas me colocarem como substituta. Aí dizem ‘Ah, ela não gosta de ser comparada à mãe’. E depois que eu tive filho, vejo o meu filho, vejo o que ele tem de mim, o que tem do pai dele, vejo o que ele tem dele mesmo. E principalmente eu compreendo a saudade que as pessoas têm da Elis. Eu compreendo de verdade. Eu sinto esta saudade também, de outra forma, mas eu sinto e compreendo o que era a Elis Regina, a cantora, a ativista política, uma mulher incrível.
O que você canta para seu filho Antonio?
MR: Ele pede uma música lá… Mas quando você desligar esse negócio aí eu te conto qual é. 

Pai de Maria Rita: 50 anos do músico

11 de agosto de 2011 3 comentários

O pianista César Camargo Mariano, 67 anos, grande nome da MPB, entregou os originais de suas memórias à Editora LeYa Brasil. O livro será lançado em setembro, em comemoração aos 50 anos do músico.

http://www.paramariarita.blogger.com.br/familia2.jpg

(Fonte: Blog do Murilo)

Vídeos: Maria Rita no Som e Areia (Multishow)

 Episódio de “SOM & AREIA” com a cantora Maria Rita. Entre as músicas cantadas, estão “Caminhos Cruzados”, “Menino do Rio”, “Pra Matar Meu Coração”  e “Coração a Batucar”. A cantora agradeu o carinho da turma depois do programa via twitter: “Bacanudos meus… Queridos… Obrigadíssima pelo carinho e audiência no “Som e Areia”!!! Fiquei basurdamente feliz com o convite do Davi… Foi, real e indubitavelmente, uma experiência inesquecível. Ai, ai… Que surpresa boa. Uma boníssima semana a todos! Vocês curtiram Menino do Rio, né?”

Nós disponibilizamos também as letras das músicas (escrevemos de ouvido), e vários outros sites reproduziram. É legal ver nosso trabalho reconhecido. Obrigado turma!

baixe aqui as músicas >

“Até quando esse samba tocar, vem guardando em nosso peito, o coração a batucar…”

NOTA DA EQUIPE: Gravamos direto da câmera, e acabou que ficou torto! Perdoem, HAHAHAHA O que vale é o registro, que esse episódio de “Som e Areia” foi lindo demais! Em breve vamos upar com a qualidade melhor ; )

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