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RTP: Só Visto – Reportagem com Maria Rita

(Fonte: http://www.rtp.pt/sovisto)

O SHOW

“A voz é um instrumento musical sempre. A voz é mais um instrumento em cima do palco. Esse show tem um nascimento, um gestacional um pouco mais diferente que os outros. Foi depois do encerramento da turnê do ‘Samba Meu’, que foi em maio do ano passado (2010). Eu achei que fosse ficar de férias, brincar com o filho, plantar flores, alface… enfim, achei que eu ia ‘fazer uma dona de casa’, mas não consegui. Meu irmão fez uma aposta comigo, ele falou ‘eu te dou dois meses! Dois meses é o que você vai durar longe do palco’ e não chegou tanto. Não consegui nem isso.”

“É uma caixa preta, não tem cenário, os músicos de preto, eu de preto… é uma coisa muito ‘a música’, mesmo. São canções que há muito eu não cantava, tinha saudade de cantar e o show não tem nem nome! No Brasil é engraçado, porque os fãs perguntam o nome do show e eu respondo: Não tem. Esse show nasceu num palco pequenininho, não tinha intenção de que fosse a lugar algum.”

FORA DO BRASIL

“Cantar fora do Brasil é muito interessante, é muito forte, é uma situação onde eu saio completamente do lugar comum. E existem aspectos culturais de como cada cultura ouve a música.”

“Eu sinto uma coisa diferente quando venho para Portugal. Eu sinto realmente, de verdade. Foi aqui a primeira vez que senti meu filho mexendo, eu vim pra cá ainda gravidinha, quatro meses… enfim. Eu falo brincando que um dia eu vou ficar muito famosa, muito importante, muito rica e vou comprar um apartamento em Lisboa pra mim e vou passar as férias! (Risos)”

A MÚSICA, FAMA, GRAMMYS

“Foi um processo muito solitário. Sempre tive que a música é o nosso ‘ganha pão’. É divertimento da porta pra fora, é divertimento pra quem ta ouvindo. Enquanto cantora, enquanto artista a minha obrigação com a música não é o divertimento é o trabalho.”

“Parte do público da minha mãe se sentiu ofendida com o meu surgimento; porque há semelhanças, que são explicadas pela genética. Então vá conversar com um cientista, porque nem eu entendo, mas é um trabalho constante: o fato de eu ter esperado tanto tempo e ter amadurecido isso de uma forma tão fundamental para mim era aquilo que eu precisava fazer. O tempo que eu precisei ter comigo mesmo para não ser engolida pelas expectativas, pelas cobranças, pro ser filha de quem sou. Dessa história que não é minha. Faz parte da minha vida, mas não é minha. É dela.”

“A paixão me motiva cantar. O prazer de ver o brilho no olhar das pessoas e curiosamente como cada pessoa se relaciona com uma canção… Continuo sendo tímida, quando dá um nervoso, fecho os olhos, fecho as mãos, agarro o vestido! Mas acabei aprendendo a lidar, mas continuo um tanto atrapalhadinha… quase esquisita”

“Um prêmio é uma fotografia daquele momento. No momento é sensacional, é incrível. Choro, eu quase morro! E dali pra frente tudo pode acontecer… Pode ser uma viagem de egocentrismo. Uma coisa de ter ganhado seis Grammys tem que ser usado de forma inteligente. Tem um ditado no Brasil que diz: Quem vive de passado é museu!”

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  1. suellen
    25 de julho de 2011 às 7:54 pm

    ela é PERFEITA!

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