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Crítica de Mauro Ferreira

https://portalmariarita.files.wordpress.com/2011/09/uol.jpg?w=210Já nas lojas com expressiva tiragem inicial de 100 mil cópias, Elo não seria o quarto disco de Maria Rita. A cantora idealizara um álbum de inéditas para 2012. Só que a gravadora de Rita, a Warner Music, cobrou da intérprete o sucessor de Samba Meu (2007), CD lançado já há quatro anos. Elo foi a saída encontrada pela artista para satisfazer a gravadora e o público que também lhe cobrava um disco e o registro de músicas que haviam ficado dispersas em carreira que já se aproxima dos dez anos. Mesmo sem ter na obra fonográfica de Maria Rita o peso de um disco de carreira, Elo costura bem – e com unidade – momentos distintos da história da artista.

Se fosse CD de cantora sem a tarimba vocal de Maria Rita, Elo talvez passasse despercebido. Mas Elo é o disco de uma cantora que já nasceu grande e, como tal, ele transcende o status banal de mera coletânea de sucessos, até porque apresenta três músicas inéditas em seu repertório. E sobretudo porque suas gravações são inéditas, com exceção de Coração em Desalinho (Monarco e Ratinho), o samba que Rita gravou para a abertura da novela Insensato Coração (2011) com sonoridade que remete a Samba Meu, seu disco mais popular. O samba, aliás, se faz presente em Elo, mas em tom mais cool no caso do primeiro single do álbum, Pra Matar meu Coração, joia fina da lavra de Daniel Jobim e Pedro Baby. Outro samba, Coração a Batucar (Davi Moraes e Alvinho Lancellotti), também inédito, se situa entre o fundo dos quintais cariocas e o escurinho das boates dos anos 60 onde se tocava e cultuava o samba-jazz. Mesmo urdida em época e tom diversos, A Outra – música de Marcelo Camelo, compositor já recorrente na discografia da cantora – também se ajustaria a um canto de boate pelo intimismo dramático impresso por Maria Rita neste tema lançado pelo desativado grupo carioca Los Hermanos no álbum Ventura (2003). Por ter sido formatada essencialmente com trio de piano (o de Tiago Costa), baixo (o acústico pilotado por Sylvinho Mazzucca) e bateria (a pilotada por Cuca Teixeira).

Fonte: Mauro Ferreira.

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  1. 4 de outubro de 2011 às 12:06 am

    Wesley, acho que ainda não vendeu as 100 mil cópias não…essa é a tiragem inicial.

    • 5 de outubro de 2011 às 2:15 am

      Foi um equivoco que se deu na comunidade do Orkut.
      Ja arrumamos. Obrigado :)
      Abraços,
      Wesley

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