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CAB especial | Maria Rita lança reedição de Coração a Batucar

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Fonte: Portal POP

Hoje (17)  é um dia importante para a família de Elis Regina. Como você pode ver aqui, se estivesse viva a cantora estaria completando 70 anos hoje. Por isso diversas comemorações da data estão sendo feitas. Sua filha, Maria Rita também tem novidades.

A herdeira de Elis acaba de lançar uma versão ao vivo de seu último disco “Coração a Batucar”. O material novo é um registro em CD e DVD e sairá oficialmente no próximo dia 24 deste mês. Mas antes disso, o GVT Music tem exclusividade no lançamento deste material, com seus assinantes podendo conferir tanto as músicas quanto os clipes a partir de hoje.

O lançamento contará com dez faixas, dentre as quais se destacam “Meu Samba Sim Senhor”, “É Corpo, é Alma, é Religião”, “Abismo”, “Rumo Ao Infinito” e “Bola Pra Frente”, todas registradas ao vivo.

Confira a seguir a entrevista que Maria Rita concedeu ao POP, na qual a cantora fala sobre como foi o processo de criação deste projeto, seu lançamento diferente, as comemorações em torno da memória de sua mãe e muito mais:

Esse ano começou bem para você também no aspecto pessoal com a vitória da Vai-Vai que fez um desfile em homenagem a Elis e que contou com a sua participação. Você imaginava a vitória da escola? Como foi esse momento?

Maria Rita: A comunidade Vai-Vai estava bastante confiante, as pessoas envolvidas com o desfile também, o samba tocando nas rádios do segmento de São Paulo… Eu pressentia que seria um bom ano pra gente, e torcia pra que fosse realmente, uma vez que a escola é merecedora, a mais tradicional de São Paulo.  Pelo carinho com o qual sempre fui recebida, pela honra da homenagem, eu imaginava que uma boa colocação estava no ar.  Mas o desfile só termina quando fecham os portões da avenida, e a apreensão foi muito grande…  passei mal depois do desfile, fui socorrida na ambulância – mas nada além da emoção forte mesmo.  Foi um momento que marcou minha alma e ainda hoje, passado um mês do desfile, acordo com o samba tocando na minha cabeça, vejo o brilho dos olhos dos bailarinos da comissão de frente que me acolheram e me respeitaram e dividiram aquilo tudo comigo.  Inesquecível.

Agora sobre o projeto, como foi a escolha do repertório para a edição especial?

Maria Rita: A escolha do repertório foi baseada naquilo que eu acredito funcionar bem tanto com público grande quanto com um público reduzido.  “Abismo” entrou porque é uma música que o público pede muito nas redes sociais e eu, como diretora musical do show, não sinto que cabe na turnê, que fiz pensando  num show pra cima.  Tendo isso em mente, quis dar pro público um registro do que ela seria ao vivo.  “Coração a Batucar”, apesar de não ser desse disco, (é do disco “Elo”, de 2011) entrou porque deu o nome ao disco e à turnê e explica muito bem o que é o momento.

Qual é a experiência de realizar um projeto mais intimista e com uma proximidade maior do público?

Maria Rita: Eu diria que o projeto é intimista somente por causa da quantidade de pessoas na plateia, porque nós tocamos exatamente como tocamos no show, em palcos mais tradicionais.  A plateia está presente porque é um show. E eu preciso dessa interação.  E fazer da maneira como fiz, em estúdio, de certa forma reproduziu para as pessoas presentes e para quem vai assistir em casa, como foram as sessões de gravação para o disco.

Você pediu ao maestro Letieres Leite que fizesse um novo arranjo para a música “Bola Pra Frente” para que fosse possível a execução dessa música com 20 jovens músicos do Projeto Rumpilezzinho. Como foi essa experiência e por que esta música em especial?

Maria Rita: Foi uma coisa muito marcante para mim. Primeiro, porque o maestro é um arquiteto da música, um homem iluminado, que pensa música de uma forma muito global. Um guerreiro, sonhador, batalhador, corajoso que só. Conheço o trabalho dele há anos, mas nunca imaginei – apesar de ter sonhado – que um dia eu chegaria perto de trocar música com ele. Quando o Instituto GVT me disse que apoiava a iniciativa dele, e que seria uma opção para mim trabalharmos juntos, agarrei com toda força. E não me arrependo porque foram dias de inspiração, dedicação e lucidez absoluta. Os músicos da banda dele me deram um orgulho danado de ver gente tão jovem sonhando a música como eu um dia sonhei e me trouxeram de volta esses sonhos, esse brilho, essa garra. Guardei eles todos com muito carinho, quero estar perto sempre.  E nada explica melhor tudo isso do que “Bola Pra Frente”: ‘vai ser diferente, vai melhorar‘! Uma canção otimista, guerreira.

O que mais o público pode esperar do especial?

Maria Rita: Temos o making of… e os detalhes que o público já sabe que pode esperar de mim…  Deem uma sacada na iluminação que o diretor Hugo Prata criou com sua equipe para a filmagem, se não é delicada e forte ao mesmo tempo!

O seu álbum vai ser uma exclusividade temporária do GVT Music, como artista o que você acha dessa iniciativa de álbuns estarem disponíveis nesse tipo de plataforma?

Maria Rita: A princípio acho importante essa abertura da indústria para essas conversas com o desenvolvimento tecnológico que, claramente, dita o que vai e o que não vai pegar, de certa forma. Eu ainda torço para que encontremos um modelo no qual o artista e sua arte prevaleçam, não só financeiramente, mas artisticamente. Um modelo que seja bom para todo mundo, e estou otimista para com a realidade do streaming.

Você sempre está envolvida em parcerias inteligentes com a iniciativa privada, a mais recente delas com o Instituto GVT. Na sua opinião, qual a importância dessas parcerias para os artistas?

Maria Rita: Ultimamente, essas parcerias têm sido fundamentais. Atravessamos uma realidade dura na indústria fonográfica e novos modelos estão sendo testados e acompanham as mudanças sociais. Além disso, a disponibilidade da iniciativa privada para com a música mostra que a música não vai – e não pode – morrer. A música faz parte da memória emotiva das pessoas, e quem sabe disso sabe que investir em música é importante. A música dita o humor das pessoas. Basta lembrar do telejornal que não tocou o tema de encerramento quando da tragédia em Santa Maria em respeito às famílias e às vítimas: o impacto que aquilo causou!  Tire o som da TV e assista a uma novela sem a trilha, sem os temas incidentais. Assista a quaisquer programas da tarde de sábado ou de domingo. A nossa fala é melódica, falamos cantado. A música está nas tradições mais históricas, desde as sociedades orais, antes mesmo da escrita pintar na área! Há estudos que tentam comprovar o impacto da música nas células do corpo humano. Neurocientistas que comprovam que ouvir e/ou fazer música aciona mais regiões do cérebro humano do que qualquer outra atividade. Tenho a história de uma fã que me parou no aeroporto para me contar que a mãe, que está com Alzheimer, não lembra do nome da própria filha, mas se lembra das músicas de Elis e de Maria Rita e confunde as duas às vezes… ou seja: a música não pode ser tratada de maneira leviana, e o Instituto GVT, com suas iniciativas, me provam que pensam da mesma maneira – e a isso, sendo filha da música, eu sou grata e me coloco sempre à disposição.

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