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CAB | Maria Rita: “Ninguém faz o repertório de Elis Regina tão bem quanto eu”

Fonte: IG

“Amigo é pra essas coisas”, diz o título do samba de Silvio da Silva Jr. e Aldir Blanc. Pois foi com esse mesmo espírito que a cantora Maria Rita selecionou outros 13 sambas em seu novo disco, “Coração a Batucar”, o segundo de sua carreira integralmente dedicado ao gênero.

“Usei das minhas amizades dentro do universo do samba”, diz a cantora em entrevista ao iG, explicando seu principal critério de pesquisa para montar o repertório do álbum, da qual também é produtora.

Gravado de maneira mais orgânica, “quase ao vivo” no estúdio, o novo trabalho conta com a guitarra do marido, o músico Davi Moraes, que subverte o atual padrão de registro de canções do gênero por conta do uso do instrumento. “Mais do que talentoso, ele é meio camaleão no tocar. Tem hora em que tem a pegada do violão de João Gilberto, tem hora que ele toca como um cavaquinho e tem hora que toca como percussão”, descreve Maria Rita.

Em entrevista ao iG, a cantora revela outros detalhes sobre a gravação de “Coração a Batucar” (que traz ainda a luxuosa e afetiva participação do filho Antonio, de 9 anos), fala sobre a experiência da turnê dedicada ao repertório de Elis Regina, sobre a polêmica das biografias e comenta declaração do novelista Agnaldo Silva, que disse que não quer ouvi-la cantando a música de mesmo nome de sua próxima novela, “Falso Brilhante”, “imitando a mãe”.

iG – Sete anos depois de “Samba Meu”, você dedica um novo disco inteiramente ao gênero. O que te levou de volta a esse caminho?
Maria Rita – Não sinto este disco como uma “volta”. Nunca deixei de viver o samba. O que aconteceu foi o seguinte: “Samba Meu” foi um projeto especial para mim, mas o encerramento da turnê, que durou cerca de dois anos e meio, foi muito sofrido. Não queria ter parado, foi totalmente contra a minha vontade. Contratantes de algumas das principais cidades do país já não queriam mais o show, pois estes mesmos lugares já haviam visto essa turnê mais de uma vez. Com isso, anunciei os últimos shows em algumas capitais e encerrei.
Do anúncio até o último show, realizado em Belo Horizonte, chorei todas as noites. Mal consegui cantar na capital mineira. De lá para cá, senti uma saudade eterna. Era um sentimento de abandono, solidão. E isso foi muito intenso.
Quando veio o Rock in Rio, no palco Sunset, no ano passado, levei as músicas do Gonzaguinha para o festival. Aí percebi o quanto tu estava sentindo falta do samba. Em outubro, comecei a pesquisa de repertório. Em novembro, entrei em estúdio. E, em dezembro, o disco já estava pronto. É uma continuidade, um momento a mais.

iG – Como foi a pesquisa para montar o repertório do álbum?
Maria Rita – Usei das minhas amizades dentro do universo do samba. Para os compositores mais íntimos, escrevi e-mails, liguei ou mandei mensagem. Em alguns casos, rolou entre os compositores a notícia de que eu estava gravado um novo disco, e me chegaram mais mensagens por e-mail. Outros tantos chegaram através da gravadora. Neste disco há algumas músicas que os compositores fizeram pensando em mim e na minha história. Marcelinho Moreira escreveu “Meu Samba, Sim, Senhor” depois de uma conversa que tivemos após um show da turnê de “Samba Meu”. Já “É corpo, É Alma, É Religião” o Arlindo Cruz e o Rogê e o Arlindinho começaram a escrever pensando na minha história com o samba (“Eu não nasci no samba / Mas o samba nasceu em mim”).
Outras duas músicas do Xande de Pilares me chegaram via gravadora com um recado carinhoso. “Saco Cheio”, de Almir Guineto, já tinha escolhido antes de tudo. Ainda cheguei a comentar: “Independentemente do próximo disco que venha a gravar, essa música tem que estar”. Ouvia 200 vezes por dia! Então, tem de tudo um pouco. Mas não tenho um critério. Estou num momento muito sereno da minha vida: casada com o homem que amo, ao lado de uma família linda. Venho de um projeto superbem recebido (“Redescobrir”, em que gravou repertório de Elis Regina). Não tenho dramas para cantar e isso me liberta para ser puramente uma intérprete.

iG – Por que optou por uma gravação “quase ao vivo” no estúdio?
Maria Rita – Porque me cansa um pouco essa limpeza quase hospitalar dos discos atuais. Fico um pouco claustrofóbica, me dá certa aflição. O cantor e o músico são humanos. Há luz e sombra. Tenho um pouco de medo de mostrar ao meu público só a luz. Não consigo vender a estética de que está tudo bem, de “olha como eu sou feliz”. Meu público me vê chorando, cantando com sangue nos pés, cantando com dor. É uma entrega irrestrita no palco. Não tenho por que fazer diferente em estúdio. Então, gravar “ao vivo” e escolher uma canção mesmo que eu esteja com a voz embargada mostra esse lado humano. Pensar que as pessoas não entendem isso é partir do princípio de que seu público é burro. E não foi o que me ensinaram. Não digo que quem não faz dessa forma está errado, mas a minha proposta estética passa pelas sombras do ser humano, pela imperfeição, pelos riscos e pela responsabilidade que tenho para com o público.

iG – Gravações de samba, em geral, contam com instrumentos acústicos, mas em “Coração a Batucar” a guitarra é onipresente.

Maria Rita – Casei com o filho de um “novo baiano”, deu nisso (risos). A guitarra tem muito a ver com o Davi (Moraes, guitarrista casado com Maria Rita e filho do cantor e compositor Moraes Moreira) e com o Rock in Rio. A partir do momento que cheguei à conclusão de que cantaria músicas de Gonzaguinha no festival do ano passado, comecei a pensar em como as apresentaria para o público. Escolhi sambas mais rasgados, mais a ver com a consciência social dele, que era bem escancarada. Não queria deixar de fazer samba, mas queria expandir. É aí que entra a guitarra do Davi. Mais do que talentoso, ele é meio camaleão no tocar. Tem hora em que tem a pegada do violão do João Gilberto, tem hora que ele toca como um cavaquinho e tem hora que toca como percussão. Davi é muito versátil e inteligente, musicalmente falando. Com isso, agrega à minha vida de musicista com essa coisa destemida de experimentar, que também tem muito a ver com criação musical que ele recebeu do pai. Curiosamente, nas primeiras conversas que tive com o Jotinha (Jota Moraes, arranjador), ele concluiu que montei uma banda de samba da década de 1950, que usava a guitarra, e não tanto os instrumentos que consideramos tradicionais hoje. Não era minha intenção, mas acabou funcionando muito a favor do disco. “Coração a Batucar” vem com um pouco mais de liberdade.

iG – Como foi a participação de seu filho Antonio no disco?
Maria Rita – Ele se meteu lá no meio e seduziu todo mundo. Voltei de uma pausa para um café e o vi mexendo nos instrumentos de percussão junto com o André (Siqueira, percussionista), que estava ensinando Antonio a tocar. Ele logo pegou o jeito, principalmente o tamborim, o que deixou todo mundo impressionado. Ele tem uma musicalidade gritante. E alguém falou: “Toca nessa música aí”. Era “Vai Meu Samba”, que pedi que fosse calcada na levada do tamborim. Eu deixei. O pior que poderia acontecer seria gravarmos novamente. Ficou bom, ficou fofo. Ele ainda quis negociar o cachê depois. E conseguiu (risos).

iG – Você se emocionou várias vezes nos ensaios de “Rumo ao Infinito”. Algum motivo em especial?
Maria Rita – A beleza da canção mexeu comigo. A história que ela conta eu nunca vivi. É verídica, mas não é minha. E é linda. A música tem uma melodia que, mesmo sem letra, já se entende do que se trata. Isso mexeu muito comigo não só os ensaios, mas quando a ouvi pela primeira vez. Imediatamente enviei a música ao Jotinha, por e-mail. Já na segunda audição, eu chorava copiosamente. Ela meio que já nasce clássica. Traz aquela sensação de que você já a ouviu.

iG – E como foi acumular a função de produtora do disco?
Maria Rita – Foi um exercício muito bom, mas exaustivo. O “Coração a Batucar” mostrou que ainda tenho muito que aprender antes de produzir algum outro artista. Pois não descarto isso de forma nenhuma. Quero aprender a mexer na mesa, aprender sobre periféricos, sobre microfonação. Quero fazer cursos. Sou CDF. Gosto desse processo todo, e adoraria fazer isso para alguém. Este disco mostrou que sou capaz e que estou no caminho certo. Estou muito feliz com o resultado.

iG – Já há algo definido com relação à turnê?
Maria Rita – O show já está pronto. Passei janeiro ensaiando. O roteiro já está fechado, e a gente volta a ensaiar apenas para a pré-estreia de 12 de abril, que será em Lorena. Será um ensaio aberto. Depois fazemos a estreia para valer aqui na Fundição Progresso, no Rio, em 26 de abril.

iG – O álbum será lançado em vinil?
Maria Rita – Ainda não conversamos sobre isso, mas curto muito essa onda. Temos duas vitrolas em casa, e Davi tem sei lá quantos discos. E ainda ganho outros de presente. Acho lindo. Para lançá-lo em vinil há todo um processo de remixagem e remasterização, para que caiba tudo na bolacha. Mas seria muito legal.

iG – Qual é a relação que você faz entre seu trabalho, a internet e o contato com os fãs por meio das redes sociais?
Maria Rita – Vou ser sincera: até dou meus palpites, mas confio muito mais na assessoria de imprensa e no marketing da gravadora. Até porque, se depender de mim, vou querer tomar conta do processo inteiro. Quanto às redes sociais, entrei no Twitter em 2008, mas mais para ter um jeito mais rápido de conversar com meus amigos nos Estados Unidos. Quando percebi, tinha uma galera me seguindo. Também tenho Instagram, mas Facebook eu não curto. Tem uma galera que cuida da minha página, mas eu não entendo muito. Apesar disso, acho essas ferramentas fundamentais. Sou muito cobrada pela equipe de internet, assim como também me cobro muito em relação a esse assunto, mas tenho um excesso de cuidado acerca da minha privacidade. Já me fez muito mal. Como disse o Ziraldo: “A internet conseguiu dar palco pro canalha, pro invejoso”. Aconteceram coisas comigo e pensei: “Parei. Isso não é para mim”. Isso me alimenta uma culpa, pois acho que deveria dar mais atenção ao Twitter e ao Instagram. Às vezes, acho que preciso estar mais próxima do público do que da minha família. Encontrei o seguinte equilíbrio: em dia de show, sou deles. Quando não tenho que trabalhar, sou da família e dos amigos.

iG – Falando em internet, Agnaldo Silva publicou uma mensagem em seu blog sobre sua próxima novela, batizada provisoriamente de “Falso Brilhante”: “É um título ótimo, desde que não me ponham na trilha sonora a Maria Rita a cantar a música do mesmo nome imitando a mãe dela… Ou eu corto os pulsos”. Você chegou a ler essa declaração?
Maria Rita – Sim, fiquei sabendo por meio de um fã. Mas eu não tenho nada a falar sobre isso. Não vou ficar rebatendo agressividade gratuita. Só aponto um equívoco: “Falso Brilhante” não é o nome de uma música, e sim de um espetáculo e de um álbum de minha mãe.

iG – Como você avalia o impacto do projeto “Redescobrir” sobre sua carreira, passado algum tempo?
Maria Rita – Nossos universos, meu e de minha mãe, se encontraram. Foi uma viagem muito profunda. Como artista, me modificou de um ponto de vista mais técnico, porque são canções altamente desafiadoras em relação a melodia, harmonia, extensão de voz e interpretação. Depois de cantar esse repertório por um ano e meio, agora sei que sou uma cantora de alto nível. Posso soar pedante dizendo isso, mas tenho certeza de que ninguém faz o repertório de Elis tão bem quanto eu. Hoje consigo expandir minha capacidade vocal, desde o alcance às texturas.
“Brinco” mais com a minha voz, me sinto mais à vontade para fazer coisas que antes nem sabia que tinha capacidade. Consigo saber muito melhor até onde posso ou não posso ir, vocalmente falando. Também me modificou na questão do entendimento da força que um artista tem na vida de uma pessoa, na vida de um país.
Música não é só a bagunça e a alegria. De cima do palco, olhava a comoção, a alegria e a saudade com as quais as pessoas reagiam. Acabou sendo um show muito familiar para o público e para mim. Percebi muita cumplicidade das pessoas vendo a filha de Elis Regina ali. Não era mais uma cantora interpretando ou fazendo um tributo como tantas já fizeram. Era a filha cantando para caralho as músicas da mãe, para a mãe.
Quando cantei “O Bêbado e a Equilibrista” para um mar de gente no Parque da Juventude, em São Paulo, vi a força que um artista pode ter na vida de um ser humano e na identidade de um povo. Olhava aquilo e pensava (Maria Rita faz uma pausa, com a voz embargada): “Que meus filhos tenham de mim um pouco desse orgulho que eu estou sentindo da minha mãe”.
Então esse projeto mexeu muito sim, como cantora, mãe, ser humano e como cidadã consciente que eu sempre fui. E trouxe minha mãe e a avó dos meus filhos para dentro da minha casa. Tinha virado as costas para ela durante esses dez anos.
Tenho um senso de justiça muito reto, mas, de uns anos pra cá, não sei por que me acomodei um pouco. Acho que foi pelo entendimento de que o artista hoje vive uma realidade dentro de um mercado que te engessa, que se você fala é tido como babaca. As pessoas não têm mais paciência pra isso. Mas não deveria ficar tão preocupada, deveria fazer mais.

iG – Muito se discutiu no ano passado sobre a autorização prévia da publicação de biografias por parte dos biografados ou de seus familiares. Como você se posiciona diante dessa questão?
Maria Rita – Há situações e situações. No caso do Júlio Maria, jornalista que deve lançar uma biografia da minha mãe a qualquer momento, eu conheço seu trabalho. Sei quem ele é e sei de sua ética. Para mim, foi fácil aprovar a autorizar a pesquisa. Tanto que, quando me mandou a prova do livro, eu não li. Porque não sou melhor do que ninguém. Não posso dizer para um artista se o que ele está fazendo é certo ou errado. A não ser que eu seja paga para isso (risos). Mas ele insistiu, então concordei em ler.
Esse é um ponto. Agora, se chega uma pessoa que não sei quem é e escreve um livro como este que já existe (“Furacão Elis”, de Regina Echeverria)… Eu sento com as pessoas que deram depoimentos e 100% delas disseram que têm ódio dessa mulher porque ela torceu tudo o que escreveu. Uma pessoa não pode se achar no direito de contar coisas da intimidade da minha vida e das quais eu tenho total direito constitucional de preservar, inclusive. Amanhã vem um louco e conta uma coisa qualquer a respeito da minha vida e meu filho não tem como entender. Eu tenho o direito de não contar algumas coisas para o meu filho.
Li coisas sobre a minha mãe aos 12 anos de idade que me piraram a cabeça. E isso não é justo, porque ela não estava aqui para se defender nem para me explicar. Não quero dizer que o biógrafo não deva exercer sua profissão. Muito pelo contrário. E também não acho também que a família deva editar a vida de um artista. Estou falando exclusivamente de artistas, porque acho que um artista não é a mesma coisa que um presidente da república, que deve satisfações à sociedade. Eu não devo satisfação da minha vida a ninguém.
Li um argumento que dizia que o herdeiro de um biografado não pode privar um país de seu legado cultural. OK, então falemos sobre a carreira dessa pessoa. Por que fuxicar a vida do ser humano? Se há algo que aquela pessoa não queira que seja passada para frente, e ela tem direito a isso, acho que a família também tem direito de saber o que está sendo escrito sim. Parece fofoca disfarçada de intelectualismo. E eu adoro ler biografias, mas eu não compro biografia não autorizada.
Outra coisa que me deixou desnorteada quando li: “Mas o que há de tão grave que deva ser escondido?”. E eu pergunto: mas por que o que se esconde tem sempre de ser grave? Pode ser um assunto delicado para mim e que eu não queira dividir com ninguém. Mas repito: quanto mais livros forem escritos sobre corrupção, mentiras, lavagens de dinheiro e CPIs, melhor e mais importante vai ser para o país e o amadurecimento da democracia. É uma outra discussão.
Mas não venha me dizer que o que eu faço dentro da minha casa é importante para alguém. Disso você não vai me convencer. O que o Caetano Veloso faz ou deixa de fazer é assunto dele, não tenho nada a ver com isso. Diga-me, por favor, sobre as músicas, sobre seu trabalho, sua obra e o que ela significa. Contextualize. Acho isso mais interessante.

Retrospectiva 2013: 13 momentos de 2013!

31 de dezembro de 2013 Deixe um comentário

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Guia Folha: Redescobrir concorre a melhor show nacional de 2013

19 de dezembro de 2013 Deixe um comentário

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Ela fez um show com mais de 2 horas cantando 30 músicas de Elis Regina. Apresentou um repertório incrível a pessoas que não conheciam Elis, e também de uma certa forma, aliviou a saudade que o Brasil sentia da maior cantora de todos os tempos. “Redescobrir” já levou o Grammy Latino em 2013, mas agora é a nossa vez de agradecer: vote em #Redescobrir como melhor show de 2013! http://polls.folha.com.br/poll/1334404/

‘Redescobrir’ ganha Grammy Latino 2013

22 de novembro de 2013 Deixe um comentário

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Na última quinta-feira, 21 de novembro, o álbum Redescobrir ganhou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. A vitrolinha, é a décima pra coleção da cantora Maria Rita. Em disparada, a hashtag #ElisNoGrammyLatino foi parar nas Trends em poucos instantes. 

Animada no twitter (@MROFICIAL) a cantora postou em caixa alta: “COMEMORANDO MUITO O GRAMMY DE MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA. REDESCOBRIR AO VIVO: GRAMMY WINNER!!!!!! OBRIGADA !!!!!” e depois completou, “E todo mundo ouvindo o disco e os de minha mãe também!!! Sim… Esse premio é também de vocês, que me inundaram de amor e saudade e colo… É sim…”

 

Latin GRAMMYs 2013: Redescobrir concorre ao “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira”.

21 de novembro de 2013 Deixe um comentário

O álbum “Redescobrir” está concorrendo ao Latin GRAMMYs como “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira”. A cerimônia de premiação será no próximo dia 21 de novembro em Las Vegas. Assista ao vivo por aqui: http://www.latingrammy.com/pt. Maria Rita já foi vencedora dez vezes no Grammy Latino. Confira a lista:Imagem

2003

Melhor Canção Brasileira (“Tristesse” – com Milton Nascimento)

2004

Melhor Artista Revelação (Maria Rita) [foto]

Melhor álbum de Música Popular Brasileira (Maria Rita)  [assistir ao vídeo]

Melhor Canção Brasileira (“A Festa”, de Milton Nascimento)

2006

Melhor álbum de MPB (Segundo) [foto]

Melhor Canção Brasileira (Caminho das Águas, de Rodrigo Maranhão) [foto]

2008

Melhor álbum de Samba/Pagode (Samba Meu)

2011

Gravação do ano – (“Latinoamérica” – com Calle 13, La Momposina, Susana Baca)

Canção do ano – (“Latinoamérica” – com Calle 13, La Momposina, Susana Baca)

‘Redescobrir’ é indicado ao Grammy Latino

25 de setembro de 2013 Deixe um comentário

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Foto: Latin Grammy / Reprodução

O álbum ‘Redescobrir – ao vivo’ (Universal Music) foi indicado hoje ao Grammy Latino de Melhor Álbum de MPB. Este é o quinto trabalho da cantora Maria Rita, e o quinto indicado ao Grammy Latino.

Emocionada, no twitter a cantora postou: “Bacanudos queridos, o que dizer Redescobrir no Grammy Latino?? Que alegria receber esse reconhecimento por este trabalho tão profundo… E, na boa, minha mãe merece. Vamo que vamo, em frente sempre!!! Estou aqui chorando ao ler as mensagens de vocês – de alegria, de apoio, de carinho comigo e com minha mãe. Vocês arrasam sempre. Obrigada…”

Maria Rita, que á levou 8 prêmios no Grammy Latino, concorre com Gilberto Gil (Concerto de Cordas & Máquinas de Ritmo), Edu Lobo (Edu Lobo & Metropole Orkest), Thiago Marques Luiz (Herivelto Martins – 100 anos) e Jorge Vercillo (Luar de Sol – ao vivo no Ceará).

Fotos – Coletiva Redescobrir

31 de outubro de 2012 3 comentários

Fonte; Facebook Universal Music BR

E dia 5, tem VEVO Premiere!

Primeiro single do CD Redescobrir: Me Deixas Louca

11 de outubro de 2012 Deixe um comentário

Fonte: Eldorado

A primeira amostra do novo álbum de Maria Rita irá ganhar a nova novela das 9 da TV Globo, Salve Jorge. Segundo comunicado divulgado pela assessoria da artista, a regravação de Me Deixas Louco será o tema da personagem Bianca, interpretado por Cléo Pires.

Confira aqui Maria Rita com ‘Me Deixas Louca’: Ouvir 

A faixa também fará parte do repertório do CD e DVD Redescobrir, com registro ao vivo do show em homenagem a Elis Regina. Desde o começo do ano, Maria Rita vem realizando uma série de apresentações em memória aos 30 anos da morte de sua mãe. Até então, a paulistana jamais havia cantado publicamente músicas da Pimentinha.

Me Deixas Louca, versão de tema romântico do mexicano Armando Manzanero, foi a última canção gravada por Elis Regina, em 1981. Ela foi lançada no disco póstumo Trem Azul, de 1982.

“Um Conto de Fadas real. Elis ressurge na Filha.” e outros textos!

26 de agosto de 2012 1 comentário

Texto original de Roberto Zanin (leia aqui na íntegra)

Era uma vez a melhor cantora de um Reino, que emocionava a todos com sua voz, seu carisma e sua força interpretativa. Essa cantora tinha dois filhos homens, mas mesmo amando-os com amor de mãe, ficou como que enfeitiçada quando teve a primeira filha. Amava a condição feminina, a força vital e o poder gerador da maternidade. Viu na sua menina, parecidíssima com ela, estrábica como ela, um espelho que desejava fosse polido e cuja imagem não carregaria seus fantasmas internos.
E eis que a Rainha da voz, que transformava os sonhos e esperanças do reino em trinados e vibratos pungentes, foi chamada para cantar na eternidade; seu talento atingira tal dimensão que suplantara os limites do finito. Seus súditos ficaram órfãos. Afinal, muitas cantoras tentaram, mas ninguém conseguiu saciar o vazio deixado por sua precoce partida.
Mas havia uma semente. Um rebento. Fruto gerado com amor e no amor, com DNA da rainha e também do pai, que melhor do que ninguém sabia, com sua música, acarpetar o caminho para que as notas da diva alcançassem o céu. A semente brotou, vicejou, cresceu, amadureceu. E se tornou… cantora. Humilde, independente, já mostrava muito talento, mas apesar de a genética traí-la, ocultou a mãe sob o véu da reverência ()

FOTO: Eliza Oliveira

Leia também:

Maria Rita, Dumbo e um rio de lágrimas | Por Alessandra Alves

Redescobrindo | Por Eliza Oliveira

E mais: Vote em ELIS REGINA como a maior voz do Brasil!

Maria Rita volta ao repertório de Elis

2 de agosto de 2012 1 comentário

Maria Rita: shows até o fim da gravidez
Maria Rita: shows até o fim da gravidez Foto: Leonardo Aversa / Agência O Globo

 

RIO – Depois de dez anos de carreira, a cantora Maria Rita viu boa parte de seus achismos irem por água abaixo. Ela descobriu, por exemplo, que não precisava ter um disco antes de sair com um show (seu último, “Elo”, do ano passado, só foi gravado depois de um ano e meio na estrada com um espetáculo). E chegou à conclusão de que não ganhava nada em reprimir a emoção ao cantar o repertório da mãe, Elis Regina, no show “Redescobrir”, que ela faz de sexta a domingo, no Citibank Hall — um dos vários eventos que lembram os 30 anos da morte de Elis, e que incluem exposição, livro, filme e reedições de discos. Veja acima apresentações de Elis Regina em programas da TV francesa nos anos 1960, que vão estar na mostra.

— Eu até nem me preocupo mais em fazer bonito. Eu simplesmente paro de cantar, deixo as pessoas cantarem, choro que nem uma besta — conta. — Nesse show, sou mais filha que cantora.

“Redescobrir” nasceu do projeto Nivea Viva Elis, patrocinado pelo fabricante de produtos de beleza, que incluía cinco shows em grandes capitais, no qual Maria Rita, que até então só havia cantado uma música do repertório da mãe ( “Essa mulher”, para a TV), enfileirou 28 músicas da Pimentinha.

— No princípio, eu achava que não poderia nem ser uma coisa boa para a minha carreira. Depois de um show desses, você ia fazer o que da vida? — argumenta ela, que se surpreendeu com a receptividade do público, em especial nos shows em Porto Alegre (no Anfiteatro Pôr do Sol, que reuniu 60 mil pessoas) e em São Paulo (que pôs 120 mil fãs no Parque da Juventude). — Fui me apaixonando, fui me entregando. Foi rolando um namoro. Quando dei por mim, vi que não podia parar com o show. Não era mais uma escolha minha, muita gente não tinha conseguido ver e pedia para que eu continuasse.

Em “Redescobrir”, a cantora volta com as mesmas 28 músicas do Viva Elis. Entre elas, clássicos ( “Arrastão”, “Como nossos pais”, “O bêbado e a equilibrista”, “Fascinação”, “Madalena”) e boas surpresas (“Vida de bailarina”, “Vou deitar e rolar”, “Aprendendo a jogar”). Dia 11, em São Paulo, será gravado o seu CD e DVD ao vivo, com direção de Hugo Prata — seu primeiro produto para a Universal Music, na qual está há dois meses, depois de uma carreira fonográfica inteira na Warner.

— Não dava mais pra mudar o roteiro do show. Não tivemos tempo pra ensaiar e pesquisar mais — diz Maria Rita, lamentando ter deixado muitas músicas de fora (“Velha roupa colorida”, o disco “Essa mulher” inteiro, umas tantas do LP “Elis & Tom”). — Eu falo, brincando, que daqui a dez anos eu posso fazer uma parte dois. Lá em cima do palco, sinto falta de umas músicas mais pra cima. Mas aí o show ia começar a ficar muito longo, ia virar um musical!

Para o fim do ano, Maria Rita espera um filho do guitarrista Davi Moraes. É a gravidez, diz ela, que determinará a continuidade de “Redescobrir”.

— A gente tem agenda até início de novembro, depois eu vou dar uma acalmadinha — conta. — Eu tenho um sonho, que é, depois que o meu filho estiver com um, dois meses, voltar com o show e fazer um encerramento no dia 17 de março, que é o aniversário da Elis.

Daí em diante, diz Maria Rita, a tarefa é retomar o projeto de disco autoral que foi “atropelado” pelo “Viva Elis”.

— Eu tenho a imagem pronta desse trabalho, só preciso fazer a trilha sonora. E é uma imagem meio assustadora, agressiva — adianta ela. — Eu tenho as minhas sombras, e essa inquietação, que se manifesta de diversas formas, inclusive agressividade. Mas não é que eu vá sair quebrando guitarra no palco, jogando pedestal na plateia. Talvez o trabalho tome um tom mais político.

Ideologia, eu quero uma pra viver. O verso da canção de Cazuza e Frejat anda ecoando na cabeça da cantora.

— Parece que não é legal falar de política, que é antigo. Eu acho que o artista tem que instigar, dialogar. Esse distanciamento não é saudável. Talvez eu espante meu público, talvez perca espaço. Mas essa é a minha verdade.

Tentando entender o que acontece com a nova música brasileira, Maria Rita ouve os compositores que mandam músicas e as cantoras que despontam. Foi fisgada por Tulipa Ruiz e Gaby Amarantos (“Acho o timbre dela bonito, ela tem uma irreverência bacana.”). Mas se mantém reservada, na sua.

— Um dia, estava conversando com o Alê Yousef (fundador dos Studio SP e RJ), e ele veio falar de uma ideia que tinha tido para desenvolver comigo com essa nova turma. Eu eu fiquei com duas perguntas a fazer. Primeiro: Eles gostariam de trabalhar com uma pessoa como eu, que já tem um nome? E segundo: Eles precisam disso? Não ia atrapalhar o processo deles, gravar com uma artista que tem música na novela?

Bom, mas se hoje em dia mesmo Tulipa mesmo já tem música na novela….

— Ah é? Tô tão por fora… — admite Maria Rita. — Quando eu consigo ver novela, é na hora de “Avenida Brasil”, fico lá torcendo para a Carminha.

Vêm aí exposição, livros, longa e musical

A volta de Maria Rita ao Rio com os shows dedicados a Elis não será a única homenagem à cantora que a cidade verá esses dias. Na próxima quinta-feira, abre no Centro Cultural do Brasil a exposição multimídia “Nivea Viva Elis”, que reúne cerca de 200 fotos da cantora, além de um documentário, entrevistas, ingressos e pôsteres , vídeos de apresentações, especiais de televisão, réplicas de figurinos, além de matérias de revistas e jornais.

O material foi selecionado pelo curador Allen Guimarães entre os arquivos da família e os objetos cedidos pela imprensa e por milhares de fãs e conhecidos de Elis. A exposição já passou por Porto Alegre e São Paulo (onde ficou seis semanas e foi vista por cerca de 35 mil pessoas, só nos fins de semana). Junto com a abertura no Rio, será lançada a biografia “Viva Elis” (Master Books), escrita por Allen, também como parte do projeto com a Nivea. A tiragem do livro será, em parte, distribuída para instituições de ensino do país.

Ainda estão previstos para os próximos meses um longa metragem (que está sendo escrito por Nelson Motta), um musical (em negociação com Nelson) e mais uma biografia da cantora, elaborada pelo jornalista Julio Maria.

Filho de Elis, João Marcello Bôscoli está em estúdio cuidando das reedições dos LPs “Elis” de 1972 e 1973, os quais passarão pela mesma restauração sonora ao qual já foram submetidos “Elis & Tom” (1974), “Falso brilhante” (1976) e “Elis” (1980).

Fonte: O GLOBO
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/maria-rita-volta-ao-repertorio-de-elis-regina-5667600#ixzz25LebWepy 
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