No Dia das Mães, Maria Rita faz show com músicas de Elis Regina no Auditório Araújo Vianna

Zero Hora – Como será cantar as músicas de Elis Regina na cidade natal dela e no dia das mães?
Maria Rita – Nossa senhora, não é mole, não. Sempre sinto uma emoção muito forte, desde a primeira vez que cantei em Porto Alegre. É tudo muito intenso aí por causa da minha mãe, mas também por causa dessa coisa que o gaúcho tem, do orgulho da sua história. O orgulho que o gaúcho tem de ser gaúcho é uma coisa que falta no Brasil. Na primeira vez, fui com essa noção de que todos iriam me amar ou me odiar. Ter uma plateia aplaudindo o que eles consideraram sangue gaúcho, sendo filha de uma gaúcha que teve uma história difícil com o Rio Grande do Sul foi muito emocionante.
ZH – E qual a sua expectativa para esse show?
Maria Rita – Essa vai ser a terceira vez que eu volto a Porto Alegre com esse show. É uma cidade que me recebe sempre intensamente. Busco não criar expectativas, mas torço para que a plateia se envolva a ponto de a gente conseguir homenagear a minha mãe, ainda mais no Dia das Mães. Que eu veja muitas mães na plateia, que seja uma “noite família”, memorável para os filhos e as mães. E eu sei que a gente lá em cima do palco vai se doar 100% para que isso aconteça.
ZH – O repertório é o mesmo dos shows que já vieram a Capital?
Maria Rita - Tem uma condição que imponho a mim mesma e à minha equipe: não faço pensando em quem já assistiu, penso em quem não assistiu ainda. Mas sempre tem aquela coisa: cada show é um show, né? O que a plateia doa para nós, que estamos no palco, interfere no resultado do show.
ZH – Como você avalia o resultado desse trabalho e dessa turnê para promover uma redescoberta da obra de Elis Regina, especialmente entre o público jovem?
Maria Rita – Acho que foi em Belo Horizonte que recebi uma mensagem de Twitter de um pai que foi com o filho de quatro anos ao show. Quando o filho saiu, pediu que o pai criasse um perfil no Twitter para me dizer que tinha gostado tanto das músicas que ele queria muito conhecer “a mãe da Maria Rita”. Esse é um exemplo da quantidade de jovens que olho e falo: essa pessoa ou ouviu a minha mãe por causa dos pais ou nunca ouviu a minha mãe e está aqui porque está curioso e torço para que vá saber mais. Quando comecei a cantar profissionalmente, as vendas dos discos da minha mãe aumentaram. Então, de alguma forma, cumpri um pedacinho dessa missão de manter o nome dela vivo.
ZH – E o que você redescobriu da obra de Elis depois dessa imersão nas canções que ficaram famosas na voz dela?
Maria Rita – A partir do momento em que, no início da minha carreira, entendi que era aquilo que tinha que fazer, eu me afastei do repertório da minha mãe. Só que, desde que ela morreu, quando eu tinha quatro anos, só tenho as entrevistas e os discos para conhecê-la. Quando escolhi me afastar disso para seguir um sonho, também estava me afastando da minha mãe. Não me arrependo dessa decisão – e tenho certeza de que a minha mãe a aprovaria –, mas foi uma decisão dolorida, solitária. Foi como se ela tivesse morrido duas vezes, de certa forma. Então, reencontrar esse repertório me aproximou da minha mãe de novo. Agora, posso ficar perto dela porque o público já tem maturidade para entender que tem a Maria Rita cantora, a Elis Regina cantora, e quando a cortina se fecha, uma é filha da outra.
MARIA RITA
Domingo, às 21h.
Classificação: livre.
Auditório Araújo Vianna (Av. Osvaldo Aranha, 685, fone: 51 3311-5156).
O show: Maria Rita celebra o Dia das Mães cantando o repertório de Elis Regina em show da turnê Redescobrir.
Ingressos: a R$110 (plateia alta lateral), R$125 (plateia alta central), R$155 (plateia baixa lateral), R$170 (plateia baixa central), à venda somente em dinheiro nas lojas My Ticket Centro _ Rua dos Andradas, 1425, loja 69 (de segunda a sexta, das 9h às 18h), My Ticket Moinhos de Vento _ Rua Padre Chagas, 327, loja 6 (de segunda a sexta, das 9h às 18h e sábados, das 10h às 15h), Loja Multisom do Shopping Bourbon Country _ Av. Túlio de Rose, 80 (diariamente, das 14h às 22h). Ou no site www.ingressorapido.com.br, com cobrança de taxas.
Altas Horas relembra primeira apresentação ao vivo da Maria Rita na TV
Apresentador exibe a estreia da cantora Maria Rita na televisão. Exibido em 28/09/2002. Assista!
Ouça aqui a música “Popó”
Maria Rita diz que “chorou horrores” ao voltar a cantar após o nascimento da filha
Fonte: Folha/Monica Bergamo Fotos: Daniel Marenco/Folhapress
Tudo vai girar em torno de maternidade quando Maria Rita, 35, voltar aos palcos, hoje, Dia das Mães, em Porto Alegre. Não só pela data em que retoma a turnê “Redescobrir”, na qual interpreta o repertório de sua mãe, Elis Regina (e justamente na cidade em que ela nasceu). Mas também porque seu coração se dividirá entre o show e sua casa, no Rio, onde estará sua filha Alice, que completou cinco meses anteontem.
“É essa batalha da mulher que sai de casa para trabalhar, que deixa filho em creche. Ave Maria, como é ruim isso, como é sofrido. Mas a gente faz”, diz ao repórter Marco Aurélio Canônico, num restaurante de Botafogo, no Rio. A turnê volta a São Paulo em 19 e 20 de julho.
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Em licença-maternidade desde dezembro, quando deu à luz sua filha com o músico Davi Moraes (primeiro rebento dele, segundo dela), Maria Rita está voltando ao trabalho “em doses homeopáticas”. “Por recomendação psíquica mesmo. A cabeça falou ‘vai com calma’.”
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O sinal veio durante uma apresentação pontual, de voz e piano, no Dia da Mulher, no Rio. “Esse show foi bem difícil, chorei horrores. Uma série de coisas na minha cabeça, muito tempo sem tocar, deixar meu neném em casa. Eu falei para a plateia: ‘Estou aqui com vocês, mas metade do meu coração está em casa, chorei muito antes de vir para cá, não estou completamente aqui’.”
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Alice é ”saudável, esperta” e “grande, né?”. “Eu sou minúscula. Ela puxou ao pai, graças a Deus. A gente põe criança no mundo para melhorar, para avançar a genética, não é isso?”, diz, rindo.
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A cantora conta ter cuidado da filha sozinha nos primeiros três meses –só recentemente contratou uma babá. Fez essa pausa também para dar atenção ao primeiro filho, Antonio, 8, de seu relacionamento com o diretor Marcus Baldini. O garoto foi um dos incentivadores da nova gravidez, mas começou a ter ciúmes por dividir a atenção da mãe.
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“Precisei parar. O bebê recém-nascido você amamenta, troca a fralda, põe para dormir, dá um banho duas vezes no dia, é fácil. Uma criança de oito anos já requer atenção maior, por causa dessa maturidade emocional. Ele já sente coisas, mas não sabe colocar para fora.”
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A segunda maternidade, aos 35 anos, tem sido uma experiência mais difícil, relata a cantora.
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“Tudo muda, velho. O ritmo, a cabeça, o corpo. Não sei se é porque eu tive filho tanto tempo depois, estou me sentindo meio mãe de primeira viagem de novo. Me sinto mais medrosa, mais preocupada. Não sei também se é por ser uma filha. Eu me cobro para criar uma menina que venha a ser uma mulher independente, liberta dos preconceitos do mundo.”
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A preocupação feminista “é instintiva” e, pelo que ela diz, quase obsessiva. “Eu tô voltando pra terapia, isso tudo vai melhorar. No próximo Dia das Mães a gente tem essa conversa de novo e tudo vai ser mais fácil.”
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Faz terapia desde o nascimento de Antonio. “Funciona muito para mim. Quando me organizo, faço duas vezes por semana. Costumo dizer que é uma para o CNPJ e uma para o CPF. É muito bom ter um canal para extravasar, além da possibilidade do autoconhecimento.”
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Maria diz que é feliz. “Mas poderia ser um pouquinho mais, se tivesse mais tempo para mim.”
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“Outro dia estava com uma amiga, falando da batalha para voltar à minha forma. Ela me falou ‘imagina, você acabou de ter filho, você pode’. Não posso, a maternidade não é carta branca para tudo desandar na sua vida. A mulher tem autoestima, libido, suas vontades, isso não pode ficar à parte porque você teve um filho. A mulher não pode esquecer que é mulher, antes de ser mãe.”
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Ela controla a alimentação –durante a entrevista, na hora do almoço, come apenas um gaspacho, pedido pela empresária, Marilene Gondim. E pretende retomar a malhação com um personal trainer. “Não posso me dar ao luxo de não fazer nada. Depois dos 30, o metabolismo fica irritaaaante, exigente”, diz, fazendo careta.
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A volta aos palcos tem a ver com “respeito ao público” e “contas a pagar”. “O mercado no Brasil está um grande desafio para quase todos.” Lançou CD e DVD do show “Redescobrir” em novembro. Ele se tornou um dos mais vendidos de 2012 e ganhou disco de platina.
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Uma das questões que a mobilizam é a multa de R$ 38,2 milhões aplicada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). Ela diz que pretende entrar no abaixo-assinado Vivo de Música, que já reuniu mais de 800 assinaturas de artistas –entre elas a de seu sogro, o cantor Moraes Moreira– contra a punição.
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“A gente falou bastante disso em casa. Vou assinar também. A gente precisa de um escritório de arrecadação. Multar o Ecad não vai melhorar em nada, isso me parece retaliação de algum poderoso que está incomodado.”
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A representação contra o Ecad foi feita pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA); a entidade briga há anos por conta dos valores a serem pagos pela execução de músicas em TV e acusa o Ecad de participar da formação de um cartel.
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Mas e os diversos artistas que também reclamam do Ecad? “Tá ruim, tá incomodando? Então, a gente tem que se unir e trabalhar para melhorar. Essa multa não partiu da classe, partiu de um outro lugar. Precisa entender essa acusação, essa multa de R$ 38 milhões vai ser paga para quem?”, questiona ela. E segue: “Já que estão processando, querendo falar em meu nome, quero saber para onde vai esse dinheiro”.
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A manifestação política não é corriqueira nas entrevistas de Maria Rita –segundo ela, porque “ninguém pergunta”. Diz que é eleitora de longa data do PT. “Votei no Lula nos dois mandatos, tenho uma veia meio de esquerda. Votei na Dilma [Rousseff] também e, no geral, estou satisfeita. Ela tem um pulso firme. Viajo país afora e vejo os resultados nas classes inferiores. É claro que isso incomoda uma certa elite.”
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Sobre o julgamento do mensalão, diz que não acompanhou muito, por causa da gravidez. “Não foi uma farsa, acho que aconteceu, sim. O que me incomodou nessa história toda é que… [pausa] Não sei, me parece uma perseguição ao PT, né? Por que nenhum outro governo, que fez tantas maracutaias, tantas roubalheiras e tanta corrupção quanto, foi julgado?”
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As preocupações políticas são menores, diante do foco nos filhos e na turnê que ela trata como parte de sua “missão” para “manter o nome dela [Elis] vivo”.
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“É uma missão mesmo, e que eu já faço desde que me entendo por gente. “A primeira vez que me sentei numa reunião a respeito de um produto com o nome da minha mãe foi aos 12 anos. Eu sempre fui muito madura, conseguia entender e questionar se seria positivo. E foi importante eu começar a me aproximar da minha mãe, nem que fosse por esse lado burocrático.”
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Hoje, com o sucesso da turnê em homenagem a Elis, o alívio é evidente.
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“Fiquei apavorada, bicho, com medo de que esse show pudesse acabar com a minha carreira. Ou porque, a partir dali, eu só ia poder cantar Elis, ou porque ia ser um desastre completo e eu ia ter de me esconder no primeiro buraco que encontrasse. Mas isso não aconteceu.”
E já que o assunto é Samba Meu (e dia da mentira)…
Mente ao meu coração
Que cansado de sofrer
Só deseja adormecer
Na palma da tua mão
Conta ao meu coração
Estória das crianças
Para que ele reviva
As velhas esperanças
Mente ao meu coração
Que cansado de sofrer
Só deseja adormecer
Na palma da tua mão
Conta ao meu coração
Estória das crianças
Para que ele reviva
As velhas esperanças
Mente ao meu coração
Mentiras cor-de-rosa
Que as mentiras de amor
Não deixam cicatrizes
E tu és a mentira mais gostosa
De todas as mentiras que tu dizes
Conta ao meu coração
Estória das crianças
Para que ele reviva
As velhas esperanças
Mente ao meu coração
Mentiras cor-de-rosa
Que as mentiras de amor
Não deixam cicatrizes
E tu és a mentira mais gostosa
De todas as mentiras que tu dizes
Maria Rita anuncia volta da turnê “Samba Meu”
No último domingo (31) a cantora Maria Rita participou de uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro para anunciar o retorno da turnê “Samba Meu” no segundo semestre de 2013. Ela continua com o “Redescobrir”, fruto do projeto NIVEA Viva Elis até julho.

“Quando me convidaram para participar do Rock in Rio, na hora eu pensei: É a cara do Samba Meu! Chamei os músicos dessa turnê e começamos o ensaio na semana seguinte”, conta a cantora.
A turnê que rendeu bons anos, muitos fãs, CD, DVD e até um Grammy Latino caiu na graça do público e até recentemente muitos fãs pediam a volta da turnê, ou um “Samba Meu – Volume 2″.
“Engraçado que sempre no twitter os fãs pediam e perguntavam: ‘MR, quando volta o Samba Meu?’. Rapaz! Depois do Elo, Viva Elis/Redescobrir, tá na hora de dar uma descansada!”
As datas da nova turnê, você nunca vai saber, porque isso não passa de uma pegadinha do 1º de Abril! – Que, claro, eu aprendi com a dona MR. Beijos e boa semana a todos!
Wesley Mesquita (@wesmariano)
RIR 2013 com Maria Rita!
Fonte: Vírgula/UOL
Mais de 50 grupos e cantores repartidos em 28 shows subirão no palco Sunset do Rock in Rio 2013, que será realizado no Rio de Janeiro em setembro, informou nesta terça-feira (26) a organização.
O palco Sunset é conhecido por promover encontros “inusitados” entre grandes nomes da música e novos artistas brasileiros e estrangeiros, onde há total liberdade criativa de modo que os artistas podem interpretar canções ou convidar outros cantores para subirem no palco.
No Sunset atuarão Maria Rita, Lenine, Mallu Magalhães, BNegão, os portugueses Orelha Negra,The Gift e Aurea, além dos norte-americanos The Offspring, Living Colour, o cantor de metal Rob Zombie e o já anunciado Ben Harper, que atuará ao lado do artista de blues Charlie Musselwhite.
O palco Sunset servirá também para que o Living Colour homenageie os 25 anos de seu disco Vivid, considerado o mais importante da banda, que contará com a participação da cantora africanaAngelique Kidjo em um espetáculo que, segundo a organização, misturará o “tradicional do rock com o inusitado, a música pop africana, com tambores e uma melodia marcada pelo vozeirão” de Kidjo.
Além disso, o compositor e cantor Lenine participará de uma homenagem por seus 30 anos de carreira com o grupo Gogol Bordello, formado por músicos de países como Ucrânia, Israel e Equador. Por último, haverá um tributo ao falecido Raúl Seixas por parte da banda Detonautas, Zeca Baleiro eZélia Duncan.
O Rock in Rio será realizado durante os dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro.
As entradas para o Rock in Rio começarão a ser vendidas no dia 4 de abril.












