Dia de Maria!

9 de setembro de 2014 Deixe um comentário

Mais uma vez, aqui estamos! Hoje é o Dia Mundial de Maria Rita e a gente convida a todos os bacanudos a cantarem parabéns pra nossa maior e melhor cantora, em alto e bom tom!

Cantora querida. Obrigado por estar presente em nossas vidas, todos os dias! Que esse ano novo seja repleto de muita alegria, brilho, luz, e verdade, como tem sido – e sempre foi – tudo aquilo que você fez pra gente todos esses anos. Você nos dá um orgulho insano. Nos inspira. Nos alimenta. E realimenta, com toda sua dedicação e entrega. SAP: Você é foda!

Que esse singelo coro bacanudo, represente os bocas cantantes de todo o mundo que te ama. Feliz aniversário, Emiérre!

(Opção B – Vimeo)
http://vimeo.com/103670795

Maria Rita canta na cerimonia de abertura do Congresso FIFA 2014

11 de junho de 2014 Deixe um comentário

ÁGUAS DE MARÇO
DESAFINADO
GAROTA DE IPANEMA

NÃO DEIXE O SAMBA MORRER
A FESTA
O HOMEM FALOU

Cab | Vídeos do show de sexta, no CitiBank Hall, SP

CAB | SkyLive transmite show “Coração a Batucar” neste sábado (24)

Fonte: SkyLive

24 de Maio, às 21h

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Saindo da onda nostálgica do disco “Redescobrindo”, no qual Maria Rita gravou os sucessos de sua mãe, o álbum “Coração a Batucar” traz novamente o som do pandeiro. Prometendo um show dançante, Maria Rita se apresenta dia 24/05 no palco do Citibank Hall de São Paulo e na tela da Sky Live para o Brasil inteiro. Não perca!

Maria Rita diz que deixou de ser ‘bunda mole’ após cantar Elis Regina

Fonte: G1 / Rodrigo Ortega

Maria Rita (Foto: Divulgação / Vicente de Paulo)Maria Rita (Foto: Divulgação / Vicente de Paulo)

Após fazer uma turnê com o repertório de Elis Regina, a filha Maria Rita lança o disco de samba “Coração a batucar”. O novo trabalho é emotivo e, às vezes, indignado. É o caso de “Saco cheio” e “Fogo no paiol”, faixas do álbum com certo questionamento social. O novo CD não tem faixas de Elis, mas mostra o impacto da homenagem na cantora.

Ela leva a turnê do disco “Coração a batucar” a São Paulo, na sexta-feira (23), no Citibank Hall. A cantora repete a apresentação no sábado (24). Nos dias 30 e 31 de abril é a vez de o Rio ver a nova turnê de Maria Rita, no Citibank Hall carioca.

“[A turnê anterior] mostrou que preciso resgatar uma ‘Maria Rita indignada e socialmente consciente’ que eu já fui, e hoje eu sou uma bunda mole”, diz a cantora. “[O lado crítico] não estava esquecido, estava com medo. Porque percebo que a gente vive um momento, enquanto artista, que se falar alguma coisa parece babaca, chato. Parece que as pessoas não querem ouvir. Mas acredito que a função do artista é falar, fazer pensar”, defende.

Nos shows passados, com repertório da mãe, ela afinou o tom questionador ao retrabalhar “Como nossos pais”, “Alô alô marciano” e “Morro velho” e outras. “Não é possível que eu, com 20 anos na faculdade, era mais envolvida que hoje. Agora eu tenho um nome, eu devo fazer mais, devo servir de exemplo. Eu chego lá, vou amadurecer isso”, diz.

G1 – Como foi trabalhar com o seu marido, Davi Moraes, como guitarrista?
Maria Rita – Ele tem experiência, antes de me conhecer, de trabalhar com família. O pai [Moraes Moreira] o colocou no palco com oito anos. Também trabalhei com minha mãe desde nova, no sentido de consulta [sobre o legado]. Vi que precisava desligar a chave filha e ligar a chave herdeira. Elis é de todo mundo, mas a mãe é minha. Com o Davi, é da mesma forma. No palco, é da minha equipe, tratado de igual para igual. Desce e vira marido, não tem drama.

A primeira vez que coloquei guitarra no meu show foi no “Redescobrir”. Tinha que ser ele, um grande músico. Tem uma bagagem, toca guitarra como violão, cavaquinho. E é sedutor. A primeira vez que o vi, estava na turnê do Caetano. Fiquei embasbacada. “De onde surgiu esse moleque?”, pensei. A admiração foi ali. Ele me convidou para o programa no Multishow. Mostrou músicas e eu botei no “Elo”. Nesse movimento de pedir autorização, rolou a paixão.

G1 – Seu filho de nove anos também gravou em ‘Vai meu samba’. Como foi?
Maria Rita – Antônio é um cara muito legal. Desperta amor onde vai. Não é diferente com a banda. Os caras gostam dele. Em um momento de pausa para o café, ele estava brincando com instrumentos. Virou uma brincadeira com o tamborim. Ele olhou para mim, pois sabe que sou “mãe leoa”. Pensei: “O pior que pode acontecer é ter que refazer”. Mas ele arrasou, foi super profissional, depois foi negociar o cachê (risos).

Maria Rita (Foto: Divulgação / Vicente de Paulo)

G1 – É o primeiro disco depois da turnê com as músicas da sua mãe. Como essa turnê te afetou como artista?
Maria Rita – 
Mexeu muito comigo. Primeiro enquanto intérprete, pois é como se tivesse um carimbo de excelência. São 29 músicas de um repertório que beira a perfeição. Não falo como filha, mas como intérprete. Minha mãe é musa inspiradora no mundo inteiro. Ter cantado – e sei que fiz direito e passei emoção e verdade – é carimbo de excelência. Eu era filha, e isso seria perigoso. Desde extensão vocal a dificuldade harmônica e de letra, me mostrou muito da minha capacidade. Brinco mais com minha voz, vou além do que ia antes.

Como ser humano, me mostrou a generosidade com o que público me recebeu e me deu colo quando eu chorava no palco. E mostrou que eu preciso resgatar uma “Maria Rita indignada e socialmente consciente” que eu já fui, e hoje eu sou uma bunda mole.

G1 – Eu ia perguntar sobre isso, já que neste disco novo há músicas com este teor social, como ‘Saco cheio’ e ‘Fogo no paiol’.
Maria Rita – Essas letras são uma forma de tocar no assunto sem ser muito pesado. As duas músicas do Gonzaguinha na versão do iTunes são mais escancaradas, com a voz rasgada. A consciência de que devo deixar de ter medo dessa característica vem do show “Redescobrir”. Eu já tinha isso. No segundo disco gravei “Minha alma”. No “Samba meu” tinha “Corpicho”, que tira um sarro dessa coisa superficial. É uma crítica social.

G1 – Então esse lado crítico existia, mas estava esquecido?
Maria Rita – Não estava esquecido, estava com medo. Porque eu percebo que a gente vive um momento, enquanto artista, que se falar alguma coisa parece babaca, chato. Parece que as pessoas não querem ouvir. Mas acredito que a função do artista é falar, fazer pensar. Eu tenho isso latente em mim. Não é possível que eu, com 15, 20 anos na faculdade, era mais envolvida do que hoje. Agora eu tenho um nome, eu devo fazer mais, devo servir de exemplo. Eu chego lá, vou amadurecer isso (risos).

G1 – ‘Mainha me ensinou’ foi escolhida pela sua história?
Maria Rita – Essa chegou do Xande [de Pilares]. Não foi escrita para mim, não sei qual é a história. Mas identifiquei alguns ensinamentos dessa “mainha” da música: respeitar a natureza, andar no bom caminho, se entregar a um grande amor. São lições que a minha mãe teria passado para mim. E tem “encontrei um amor” e “hoje eu sou mainha também” na letra [Maria Rita é mãe de Antônio, 9 anos e Alice, 1 ano]. Então essa música tomou um tom absolutamente pessoal. Foi até difícil gravar, eu chorava muito na gravação. Chorava, parava, chorava muito. Tenho até ansiedade de saber como vou me portar no palco diante da multidão. Provavelmente vou chorar também.

G1 – Tem a famosa interpretação de ‘Atrás da porta’ em que sua mãe chora. Você se lembra de ver isso em vídeo?
Maria Rita – É muito forte aquilo. Vi em vídeo sim. Fiquei muito impressionada. Na gravação ela estava brigada com meu pai. Quando canta vem aquilo tudo à tona. Tenta esconder, joga o cabelo, a mão, aquele choro de rímel caindo… É fortíssimo, bonito, sofrido. Bonito porque me emociono quando vejo o artista que se envolve a tal ponto, que ele muda. Tenho respeito pelo artista que na coxia é uma coisa e no palco outra. E aí que tenho certeza que música mexe com ele. Quando vi, sabendo da história, pensei: “O que foi que meu pai aprontou para ela estar desse jeito?” (risos).

G1 – A ideia de, nesse CD, preferir emoção a perfeição técnica tem influência de Elis?
Maria Rita – O Milton Nascimento, no início da minha carreira, disse que eu sou “da mesma forma da minha mãe”. Eu não lembro, sei que ela é assim e eu também. Sou muito reta. Não sei mentir, se minto me atrapalho toda, me pegam em dois minutos. Não é proposital. Não tem a ver com alguma lembrança. Só posso dizer da minha verdade. Quando estou no palco, a música mexe muito comigo, sou um bicho muito movido aos sentidos. Já chorei em frente a um quadro. Choro com livro, poema, pela beleza, emoção.

G1 – Qual foi a última coisa que te fez chorar?
Maria Rita – Foi uma notícia do pai que espancou o filho até a morte. Isso me deixou desnorteada. E alguns filmes como “12 anos de escravidão”. Fiquei desnorteada num grau… Depois que vimos, minha amiga falou: “Vamos assistir outra coisa para espairecer”. Eu falei: “Tenho vergonha, vou deitar nessa cama e dormir com esse barulho, essa dor.” Sou chorona.

Maria Rita em São Paulo

Datas: Sexta (23) e sábado (24)
Local: Citibank Hall. Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro – São Paulo/SP
Ingressos: de R$ 40 a R$ 240
Vendas: www.ticketsforfun.com.br

CAPA | ‘O samba decidiu por mim’, diz Maria Rita

Fonte: Estadão | Também nas bancas de jornais, hoje (sexta, 23)

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Maria Rita vem a São Paulo para lançar seu disco de sambas Coração a Batucar, hoje, às 22h, no Citibank Hall. A temporada de expectativas que a rondam desde que ela começou a se entender por cantora foi aberta logo que chegou ao fim Redescobrir, a turnê com a qual percorreu o País cantando o repertório da mãe Elis Regina. Foram tempos de amor e de dor. Do amor ela fala, da dor, não.

Coração a Batucar é a pedra do samba em estado bruto polida com seda. Sai de uma formação de grupo pensada pelo arranjador Jota de Moraes que foge às convencionais rodas de samba. Davi Moraes faz guitarras, Rannieri Oliveira toca teclado Fender Rhodes. As críticas a receberam muito bem no primeiro show realizado no Rio de Janeiro. Agora, é a vez de São Paulo.

Depois da extensa temporada com você cantando músicas de Elis, muita gente se pergunta como vai voltar Maria Rita. Essa expectativa era sua também?
Não, sabe por que? Eu fico alheia, fora dessas coisas. Isso foi martelado pela equipe que trabalha pra mim. Gravadora, assessoria de imprensa, que têm essa visão mais objetiva. Eu me propus fazer a homenagem à minha mãe, fiquei satisfeita, muito orgulhosa de mim. Aí quando vem o pessoal falar da expectativa, eu não consigo ver o que está acontecendo do lado de fora. Hoje eu lembro e digo que foi uma loucura, mas graças ao distanciamento.

Aliás, expectativas devem rondar sua vida desde os primeiros anos em que você segurou um microfone… 
Praticamente meu nome é Maria Expectativa Rita Expectativa Camargo Expectativa Mariano. Quem trabalha comigo me alertou muito. Aí, vem um com um número de venda, ok. Isso tem algum peso, por dois minutos, e então eu falo “Tá, deixa eu fazer o que sei fazer.” Hoje sei que quando faço focada, sai com verdade e o público gosta. Mas quando faço pensando na expectativa dos outros, fica ruim, não dá certo.

Fazer um álbum de sambas foi uma decisão fácil depois de Redescobrir?
Não muito, fiquei com certa dificuldade de me localizar, saber o que eu precisava fazer. Foi a primeira vez em que falei ‘e agora, vou pra onde?’ Não senti isso depois do álbum Samba Meu, nem depois do Grammy Latino. Passou o tempo, eu fiz o show no palco Sunset do Rock in Rio cantando Gonzaguinha e ali eu falei “Rapaz, que saudade que eu estou disso”. Sem querer parecer muito romântica, acho que foi o samba que decidiu por mim. O encerramento da turnê de Samba Meu foi muito sofrida, chorei muito, pensava em como iria viver sem aquilo, era muita alegria. Meu drama era ficar sem o palco. Mas eu não havia saído do samba, só fazia com outro grau de intensidade

Você fechou a história de cantar Elis? Faria de novo um projeto como aquele?
Eu acho que sim, eu fiz em um momento bom, certo, da forma como eu queria, mas não veio sem nenhum tipo de machucado. Fiquei espantada com o oportunismo das pessoas em torno do nome da minha mãe, coisas que aconteceram por trás das cortinas mas que não vêm ao caso. Isso foi muito frustrante para mim, muito dolorido. Por causa disso, acho que minha missão foi muito bem cumprida para ela, minha missão de filha. Eu já fiz o que eu tinha que fazer. Não sei daqui a 10 ou 20 anos o que vai acontecer, mas acho que está aí, passou. Não vou rejeitar, no novo show canto uma de Redescobrir, mas fazer desta forma com tal intensidade, eu diria hoje que não faria.

Uma cantora muda depois de uma experiência como essa, de cantar Elis por tanto tempo? Você aprendeu recursos de canto que não tinha, por exemplo?
Não era fácil, e por isso eu me permito ser arrogante pra dizer que ninguém canta Elis Regina como eu. E olha que eu não gosto de pagar pau pra mim mesma, não faço isso.

Romário entrava em campo dizendo a si mesmo que era o melhor jogador do Brasil. Você também faz isso?
Eu não digo que sou a melhor cantora do Brasil, digo que sou uma das melhores. Acho que podemos pensar assim para ganhar autoconfiança. Em vista do que foi aquele repertório (de Elis), eu sinto que sou sim uma cantora melhor hoje do que eu era. Eu tinha medo de explorar algumas técnicas, brincar mais com a voz, sair, e isso está aparente no disco novo, que soa mais livre.

E você é uma pessoa mais feliz depois de ter feito isso?
Acho que feliz não é a palavra, a palavra é mais aliviada. Havia aquela cobrança no início, as pessoas colocando palavras na minha boca. Depois me distanciei dela quando comecei a cantar e, com Redescobrir, trouxe ela de volta para meu o coração, minha alma, é uma lição de vida. Minha mãe cantava só aquilo em que ela acreditava. É um prazer muito grande trazer minha mãe para dentro de casa de novo. E é um alívio ver as pessoas entendendo isso. Claro que tem lá um número de gente que não entende, mas é um alívio ter isso tudo limpo e esclarecido.

Algumas críticas saíram dizendo que você estava fazendo um samba mais sofisticado…
A gente tem que tomar cuidado com categorias pra não cair no caricato. Eu tenho cuidado com minhas sonoridades em todos os meus discos, por que não teria com esse? Quando dizem que a capa não tem a ver com samba. que a sonoridade é sofisticada, a pessoa que diz isso me parece preconceituosa. A sonoridade do disco é ousada, eu reconheço. Tem guitarra e tal. Mas o Jota de Moraes, o Jotinha, que é um cascudo maravilhoso, disse que esse formato de banda é a sonoridade de grupo de samba dos anos 50, início de 60, quando não tinha cavaquinho nem banjo, É o contrário, é o samba mais tradicional do que a roda convencional. E eu não vou fingir ser uma pessoa que eu não sou. Quando me colocam dessa forma, vejo preconceito. É minha maneira de fazer. Eu não sou a Jovelina Pérola Negra nem a Dona Ivone Lara, e não pretendo ser.

Há algo acontecendo com o samba de especial. Gilberto Gil lança disco dos sambas de João Gilberto, O Prêmio da Música Brasileira fez homenagem ao samba. A Nívea homenageia o samba com um show em São Paulo neste final de semana. É tudo uma grande coincidência?
Será que é inconsciente? Será que há um patriotismo por causa da Copa? Confesso que tive um minuto de preocupação também quando vi que iriam sair tantas coisas sobre o samba. O 
eu disco estava pronto em dezembro. Pode ser uma onda que está passando e que a gente, inconscientemente, acaba pegando. Mas é aquilo, o samba também nunca foi a lugar nenhum. Tem artista novo na Lapa toda semana.

MARIA RITA
Citibank Hall. Avenida das Nações Unidas, 17.955,
Santo Amaro, tel. 2846-6010. 
6ª (23) e sábado (24), às 22 h. R$ 40 a R$ 240.

 

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